Os erros de UOL e Bruno Andrade contra Casagrande

Ontem, o UOL, através do jornalista Bruno Andrade, abriu espaço para o bandido William Pereira Rogatto, notório mitômano, que, pouco antes, havia desmoralizado ainda mais a CPI presidida pelo semelhante Jorge Kajuru.
De quem foi a decisão de entrevistá-lo?
Se do UOL, Bruno Andrade, cumprindo ordens, não é culpado pela pauta – embora pudesse, talvez, questioná-la.
Conceder palco para esse tipo de gente, sabendo, como se sabia, que quase tudo o que ‘revelou’ na CPI era fruto da imaginação, não possui interesse jornalístico, mas de caçar cliques.
Nada de produtivo, por óbvio, surgiu da entrevista.
A repercussão ocorreu apenas por um ataque direto, e cafajeste, à honra de Casagrande, escolhido pelo pilantra em meio a diversos críticos da participação do entrevistado na Comissão do Senado.
Neste caso, culpa do jornalista.
Bruno Andrade permitiu um direito de resposta sem nenhum sentido – que deveria ser endereçado, para análise, ao UOL ou ao judiciário.
Após, testemunha da cafajestagem, não teve coragem de defender o colega de portal.
Neste caso, era obrigatório que o fizesse.
Não pelas colocações contrárias à opinião da coluna, mas pelas citações deploráveis a questões de saúde do colunista.
Da omissão surgiu outro erro.
Em redações jornalísticas, textos e entrevistas podem ser editados para que excessos sejam tolhidos e somente o que for de interesse público prevaleça.
Cortar o ataque a Casagrande não geraria perda alguma ao sentido da reportagem.
Mantê-lo, como ocorrido, dá margem a diversas interpretações.
