O anti-corinthianismo em Parque São Jorge

Armando Mendonça, Augusto Melo e Osmar Stabile

Osmar Stabile e Armando Mendonça, vice-presidentes do Corinthians, não largam o osso, apesar de humilhados, publica e internamente, por Augusto Melo, a quem ajudaram a eleger mesmo sabendo de suas atividades marginais.

Antes, a desculpa era a de retirar do poder o grupo que há quase duas décadas comandava o clube; agora, quase como se fosse ensaiado, falam em permanecer para evitar caos maior.

Balela.

Deixados de lado em favor da quadrilha original, seguem nos cargos pelo que sobrou-lhes de benesses: a possibilidade de alimentar a fome daqueles com quem dividem os camarotes vice-presidenciais.

Fosse o contrário, entregariam as chaves.

Não há discurso de ‘corinthianismo’ que se sustente diante da barbárie que se apresenta nos bastidores do clube.

Milhões de euros comprometidos para evitar o rebaixamento de uma equipe montada sob outra fortuna empenhada não podem ser avalizados por ninguém que seja minimamente sério.

Sem contar o roubo, explícito e cada vez mais escandaloso, da Vai de Bet, que parece continuado no acordo com a Esportes da Sorte, administrada pela mesma controladora.

Em meio ao caos, Armando segue postando, nas redes sociais, comemorações ambientadas em seu camarote; Osmar, através do União dos Vitalícios, parece chantagear a gestão à espera de acolhimento.

Não esqueçamos que Marcelo Mariano, operador do esquema, passou uma vida mantido pela generosidade de Stabile.

No último final de semana, Augusto Melo desfilou, à vista de todos, com Sérgio Moura e Marcelinho, protagonistas do Corinthians nas páginas policiais.

A atitude é de afronta.

Ainda assim, não houve sinalização pública de indignação, nem dos vices, muito menos dos Vitalícios, que conspiram nos bastidores, quando deveriam, publicamente, assinar o Boletim de Ocorrência.

Às sombras, parecem lutar pelas sobras.

Armando rompeu de fato, mas não de direito, e aproveita-se do que o cargo segue lhe oferecendo; seu grupo virou oposição, mas não assinou o documento de impeachment; Osmar é uma incógnita; a liderança dos Vitalícios, nas mãos de Tuma Junior, é a certeza de que acertos políticos estarão acima de qualquer moralidade.

Abaixo deles está o Corinthians.

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1 Comentário

  1. Paulinho o maior anti-corinthiano que existe é você, se liga, seu blog não cita nada de bom e não vibra com a fiel, mesmo com os desacertos.

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