Movimento que assinou impeachment de Augusto Melo virá a público na próxima quinta-feira

Na próxima quinta-feira, o Movimento Reconstrução SCCP, encabeçado por adversários políticos que se uniram em torno do impeachment de Augusto Melo, concederá entrevista coletiva.
À mesa estarão Roque Citadini e Mario Gobbi.
Gobbi representa o grupo que, por anos, esteve no poder em Parque São Jorge.
Citadini é o único, entre grandes líderes do Corinthians, que não se juntou à gestão Renovação e Transparência e, desde sempre, discursou sobre o perigo que Augusto Melo representaria ao clube.
O tempo lhe deu razão.
Ontem, o Reconstrução publicou Nota Oficial sobre comportamentos recentes do Presidente do Corinthians:

AUGUSTO MELO FICOU PRESO NO TEMPO E EM SUA CAMPANHA ELEITORAL
A cada vez que o presidente Augusto Melo fala, mais fica claro o motivo de os poucos que ainda estão ao seu lado tentarem mantê-lo longe dos microfones.
Há um ano, o então candidato à presidência do Corinthians bradava que forças do mal queriam derrubar sua candidatura. “Não vai ter golpe”, dizia aos quatro cantos.
Um ano depois, a posição mudou – o candidato virou presidente –, mas o discurso parou no tempo. E lá está Augusto Melo – e sua frágil base de apoio, derretida por três investigações policiais – com exatamente o mesmo discurso vitimista.
Agora, até com faixas pelo clube que irritam sócios com poluição visual.
Melo chegou ao comando de um dos maiores clubes do mundo cercado por esperança.
No entanto, a visibilidade do cargo expôs preocupante faceta do dirigente: a naturalidade com a qual o presidente mente, distorce fatos e faz promessas que nem ele mesmo acredita que serão cumpridas. E mesmo alertado por pessoas próximas, Augusto não consegue mudar. É dele.
Apesar de mitômano, em um raro lapso de lucidez, Augusto fala a verdade quando diz que “não vai ter golpe”. Não vai mesmo! Afinal, golpe, nesse contexto, segundo o dicionário, significa “ação fraudulenta e, geralmente, armada para tomar o poder político”. Ou seja, o oposto do que tratamos aqui.
E não é uma tentativa desesperada de fazer terrorismo com a torcida que vai mudar essa realidade.
O requerimento de destituição (impeachment) apresentado pelo Movimento Reconstrução SCCP é baseado em fatos e fundamentado na constituição do clube, ou seja, em seu estatuto. Portanto, trata-se de documento e ação legais.
Por isso já está no Conselho e segue o rito previsto no artigo 107, que trata dos passos e prazos do afastamento.
O que motiva o requerimento de destituição não é a clara incompetência, falta de comando, ausência de liturgia, a mentira compulsiva e os quase R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) gastos por Augusto Melo para montar time que luta para permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro.
Para esses problemas existe a eleição.
O que motiva, de verdade, o requerimento é a gestão temerária que aceitou lesar os cofres corinthianos em R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais) referentes à intermediação do contrato da Vaidebet, sendo que o próprio “intermediário” revelou, em depoimento à polícia, que tinha nada a receber na operação. Ou a contrapartida de quase R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) em propriedades comerciais do clube em troca do fornecimento de colchões avaliados em R$ 104.000,00 (cento e quatro mil reais).
Como se não bastasse, veículos de imprensa publicaram que autoridades ligadas ao Ministério Público de São Paulo estão preocupadas com os sinais de entrada do crime organizado no Parque São Jorge. Ora, se as autoridades policiais estão preocupadas, nosso Conselho Deliberativo tem a obrigação de agir o mais rápido possível. É exatamente o que temos feito.
Portanto, o único golpe (e agora do sentido de pancada) é o que essa gestão fez com a confiança e a esperança dos sócios e torcedores. Nosso movimento está de braços abertos para todos os corinthianos.
Vai Corinthians!
Movimento Reconstrução SCC
