Influencers e jornalistas são instruídos com falsa narrativa de ‘golpe’ no Corinthians

Horas após a protocolização do pedido de impeachment do presidente do Corinthians Augusto Melo, o comitê de crise da gestão entrou em ação para alinhar o discurso de defesa.
O caminho encontrado foi o da narrativa de ‘golpe’.
Ontem mesmo, influencers e jornalistas alinhados a Augusto passaram a difundir a má-informação.
Os fatos, porém, são opostos.
As denúncias, graves, de pagamento de valores indevidos no negócio ‘Vai de Bet’, o principal item da peça acusatória, é proveniente de membros da própria gestão e de ex-funcionários de campanha.
Ainda no cargo, o diretor de futebol Rubens Gomes expôs a falcatrua.
Os trâmites financeiros irregulares, entre os quais a participação de Marcelo Mariano e Sérgio Moura na liberação de dinheiro, indevido, que foi parar em contas do PCC, foram confirmados pelo diretor de finanças Rozallah Santoro, pelo jurídico Yun Ki Lee e pelo atual vice-presidente Armando Mendonça.
Um dos ‘laranjas’, Alex Cassundé, que emprestou a empresa para receber as quantias, confessou, em depoimento, não ter intermediado o negócio.
Se houve golpe, aconteceu nos caixas do Corinthians.
Neste documento, assinado por lideranças diversas do Timão, ocorre a livre manifestação de conselheiros contrários às práticas descritas e aos desdobramentos que, aliados à incompetência administrativa, levaram o clube às últimas colocações de todos os campeonatos de futebol disputados – do profissional ao Sub-20.
Não são os signatários, neste momento, que precisam ser avaliados.
Nenhum deles faz parte da gestão.
Sob suspeita estão os atuais gestores.
Eles roubaram o Corinthians?
Prejudicaram a imagem do clube?
Ocasionaram grave prejuízo, por ação ou omissão, aos cofres do alvinegro?
Se a resposta a uma destas perguntas for ‘sim’, o estatuto prevê a destituição do Presidente.
É a Lei.
Não é golpe.
Após o processo de impeachment seguirá o de nova composição de diretória, período em que, ai sim, os signatários ou demais postulantes à presidência deverão ser avaliados.
Não deve haver espaço para quem, no presente ou no passado, prejudicou o Corinthians.
Este desenho se faz necessário para contraposição à narrativa, levada a cabo por comunicadores estimulados pela diretoria, de que pobres cartolas estão sendo massacrados pelo sistema.
