O exemplo de Mbappé

Mais relevante do que vencer a Copa do Mundo de 2018 e chegar ao vice-campeonato, em 2022, anotando três gols na partida final, foi o pronunciamento de Mbappé, em entrevista coletiva da seleção francesa:
Com seu país ameaçado pela extrema-direita, o craque anotou um golaço:
“Nós não devemos nos esconder. Pessoas sempre dizem que não se deve misturar futebol e política, mas esta é uma situação muito importante, mais importante do que o jogo de amanhã”
“Estamos em um momento crucial na história do país. Somos cidadãos franceses e não estamos desconectados do que acontece no mundo, especialmente sobre as coisas que acontecem no nosso país.”
“É um momento sem precedentes na história francesa. Quero falar para todos os franceses, principalmente para os jovens. Os extremistas estão próximos de ganharem o poder. Temos a chance de escolher o futuro do nosso país”
“Eu compartilho dos mesmos valores do Marcus (Thuram)”
“É claro que eu apoio ele. Ele não foi muito longe. Estamos em um país onde existe liberdade de expressão. Ele deu a sua opinião e eu estou ao lado dele”
Enquanto Mbappé, pertencente ao grupo dos melhores jogadores de todos os tempos, adentra agora ao dos mais corajosos lutadores pela Democracia, ao lado de Sócrates, do compatriota Cantoná, etc, no Brasil, não há muito, Neymar, a quem o francês superou em todos os quesitos da profissão – inclusive no protagonismo do PSG -, fez campanha à favor do genocida que ajudou a empurrar para a cova centenas de milhares de brasileiros.

O francês nunca mais será esquecido – dentro e fora dos gramados – na condição de ídolo de um país a quem defendeu com a bravura dos imortais
Neymar?
O tempo tratará de inseri-lo no local adequado à sua insignificância.
