Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“A conivência com o crime e a banalização da imoralidade é a falência do caráter humano”
Augusto Souto: Pensador
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Confissão de servilismo a José de Assis Aragão

Na semana passada mantive conversa com ex-árbitro federado, atuante no futebol amador, que por anos deixou de pagar a mensalidade do SAFESP, tanto quanto maioria dos atuais integrantes da diretoria e conselheiros; exceto ex-presidentes isentos do pagar conforme estatuído.
Após recíprocas congratulações
Asseverou: Discordo das suas constantes críticas que dirige ao presidente José de Assis Aragão, que, a mim: são interpretativas.
Rápido quanto o vento respondi
Creio que você seja voz de seus consortes afirmando ser interpretativa a definitiva condenação imposta pela justiça comum a seu mito por improbidade administrativa no tempo que gerenciou o Pacaembu, penalizando-o: a devolver o pecúlio roubado, perda da função pública, somado a quatro anos de suspenção dos direitos político e outras que não lembro!
Completando
Participei que ‘Aradrão’ não recorreu da decisão, e que seu mito está envolvido em novo processo do caso Pacaembu, no qual confiou sua defesa ao caríssimo advogado Carlos Miguel Aidar, ex-presidente da OAB, São Paulo Futebol Clube do qual foi destituído e expulso por corrupção.
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8ª Rodada da Série A do Brasileirão 2024 – Terçã Feira 11/06
Atlético-GO 2 x 2 Corinthians
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (FIFA-MG)
VAR: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)
Item Técnico
Acertou por ter apontado a falta penal praticado pelo corintiano Hugo no oponente Max
Penalidade
Batida por Shaylon findada no fundo da rede: empatando a contenda 2×2
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para atleticanos e 05 para corintianos, dentre os quais: o técnico Antonio José Cardoso de Oliveira contumaz contestador das decisões do arbitro e assistentes
Vermelho: Depois do segundo direcionado na primeira etapa ao corintiano Gustavo Henrique
No todo
O desempenho do árbitro e assistentes transcursou sem problemas
Red Bull Bragantino 1 x 2 Atletico SAF -MG
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (FIFA-RS)
VAR: Rodrigo Nunes de Sa (FIFA-RJ)
Item Técnico
Na metade do tempo final, disputa entre atleticano Pedrinho com defensor bragantino, atleticano toca braço na redonda, domina e manda pro fundo da rede;
VAR
Comunica ao árbitro sobre irregularidade, que, de pronto: aprova
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 05 para defensores do Massa Bruta e 08 para defensores do Galo; dentre estes: O técnico Gabriel Alejandro Milito, Leandro Ignacio Avila auxiliar técnico somados ao treinador de goleiro Danilo Jose Prando Minutti
Vermelho: direto para Sasha atacante do Red Bull Bragantino no momento que ofendeu o árbitro e, segundo amarelo direcionado ao atleticano Rodrigo Battaglia que impediu ataque promissor de um dos oponentes
Observação
Desde os tempos que Sasha defendia o Santos FC através TV captei ser pessoa educadíssima; sendo assim: Creio que o relato do árbitro não foi fiel ao ocorrido.
Defino
Árbitro não influiu no resultado; contudo: necessita agir com rigor verbal, fator que evitaria distributivos castões
Quinta Feira 13/06 – Flamengo 2 x 1 Grêmio
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (SP)
VAR
Igor Junio Benevenuto de Oliveira (FIFA-MG)
Item Técnico
No sétimo minuto da segunda etapa aconteceu contra-ataque flamenguista, Bruno Henrique dominando a redonda adentra a área do tricolor gaúcho tentado driblar o oponente Kannemann, malandramente, caiu no gramado; distante do fato, Luiz Flavio de Oliveira apontou a marca da cal.
Rapidamente
VAR sugere que árbitro reveja no monitor; foi, viu, reviu, voltando ao campo, corretamente: retrocedeu.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para flamenguistas e 04 a gremistas
Completo
Jogo atraiu minha atenção por ter sido bem disputado, idem: no trabalho executado por Luiz Flavio de Oliveira nos momentos que apontou a lei da vantagem; sendo bem auxiliado por seus assistentes.
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Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI” desta semana
Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos
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Política
Equiparar aborto a homicídio estilhaça a inocência de crianças vítimas de violência sexual

Bruna Maia: ‘Projeto de Lei 1904 é um retrocesso nos direitos de todas, mas principalmente de crianças e adolescentes’
Minha mãe notou, lá pelos meus 11 anos, que cresciam pelos nas minhas axilas e meu humor estava oscilando mais do que o normal. Sentou comigo, explicou-me que algumas coisas estavam mudando, falou como funcionava esse negócio de menstruação, deu-me alguns absorventes e me explicou como usá-los. Antes disso, eu até já tinha ouvido falar que mulheres sangravam pelo pipi, tanto que, aos 8 anos, acordei meus pais no meio da madrugada para mostrar que já tinha acontecido comigo —nessa ocasião, era só salada de beterraba colorindo o xixi. Mas, nesse papo sério com a minha mãe, entendi que o sangue era real, muito real, e uma hora ele iria chegar de verdade. Entrei em negação.
Alguns meses depois, estava de férias na praia em companhia apenas de minha avó. Fui ao banheiro e vi uma mancha vermelha na minha calcinha e nos fundilhos do meu short. Lavei escondido. E neguei. Se antes tinha sido beterraba, então dessa vez haveria de ser tomate. Comíamos muito macarrão à bolonhesa naquela época, havia de ser isso. Não, eu não havia menstruado. E achei que a avó não tinha porque saber que eu estava mijando vermelho por causa dos tomates. Não usei os absorventes que minha mãe me dera.
Passado um mês, a coisa se repetiu. Vi que não tinha jeito, não adiantava mais negar. Eu agora era uma menina de 11 anos que ficava menstruada. E ovulava. Eu só queria saber de jogar videogame e cartas com meus primos e de ler romances policiais e gibis da Turma da Mônica. Nunca havia beijado ninguém, e demoraria ainda uns dois anos para isso acontecer. Mas, àquela altura, eu já podia engravidar.
Minha mãe foi exemplar. Atenta e honesta, ela percebeu a puberdade chegando e me contou com calma como a vida seria a partir daquele marco. Meu colégio católico, desses em que a aula só começava depois de uma Ave-Maria e um Pai-Nosso, também tinha seus méritos. Mesmo naquele ambiente religioso, cheio de freiras, tínhamos aulas de educação sexual desde cedo. Ainda assim, aquele período foi bastante confuso pra mim.
Eu odiava a coisa toda. Odiei desde o primeiro momento, tanto que neguei ser o que era, e sigo odiando até agora ter que menstruar. Naquela época, minhas regras não conheciam nenhuma regra. Às vezes demoravam três meses, às vezes eu mal saía de uma e a outra já chegava. Foi assim, irregular, durante anos da minha adolescência –para se ter uma ideia, cheguei a ficar um ano e meio sem menstruar aos 16 anos, sintoma comum entre quem sofre de anorexia.
Fiz esse longo preâmbulo de compartilhar uma experiência de uma menina –branca, cisgênero, de classe média baixa e urbana– para a partir dela refletir sobre as transformações do corpo que não interrompem a nossa infância, mas se entrelaçam com ela. A ingenuidade, a inocência e o pensamento lúdico não somem quando a menarca vem. E, diferentemente de mim, muitas meninas jamais têm uma conversa aberta com adultos sobre isso, seja em casa ou no colégio, porque o assunto é tabu.
Na mente de uma criança sem informação, a menstruação se torna um fenômeno difícil de compreender e prever. Que dirá uma gravidez. Para crianças vítimas de violência sexual, o véu de silêncio é ainda maior, já que elas são coagidas a não contarem para ninguém o que se passa com elas –em 70% dos casos o violador é alguém próximo.
E é assim que muitas meninas engravidam e demoram meses, muitos meses, para perceberem que estão gestando. Dependendo de onde essa menina mora, a família precisa viajar e gastar bastante tempo e dinheiro para ir a um local que preste esse serviço de forma legal. E é assim, entre negações, tabus, silêncios, desinformações e faltas de acesso que as semanas vão passando.
Por isso que o Projeto de Lei 1904 é um retrocesso nos direitos de todas, mas principalmente de crianças e adolescentes. Proposto por um grupo de deputados conservadores, o PL quer determinar que todo e qualquer aborto realizado após 22 semanas seja equiparado a homicídio –mesmo que se trate de circunstância em que o procedimento é legal, como estupro, risco de vida para a gestante e anencefalia fetal. Se aprovado no legislativo e não vetado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, mulheres, meninas e pessoas que podem gestar estarão sujeitas a penas maiores do que aquelas de condenados por estupro.
A menina de 11 anos que eu fui era ingênua e inocente o suficiente para acreditar que seu problema era comer tomates demais, e é para ela que escrevo esta coluna, na esperança de que as pessoas se deem conta de que tanto ela quanto as outras merecem ser protegidas e não criminalizadas.
Bruna Maia é escritora, cartunista e jornalista – Tema publicado na Folha de São Paulo dia 14/06/2024
Opino
A câmara federal está dominada por discursadores corruptos que tem na maioria dos evangélicos empregando trechos do livro máximo do cristianismo que lhes interessa para enriquecer e enganar seguidores
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Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público; idem: funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, idem nos bastidores do futebol brasileiro.
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Finalizando
“Falso pastor e falsa ovelha se merecem, foram criados um para o outro!”
Brocardo de: Israel Lopes
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Acorda Brasil
SP-15/06/2024
