A descolorida CBF

Sem se atentar à possibilidade de represália, o jogador Yan Couto contou que recebeu ‘orientação’ da CBF para não utilizar a coloração rosa em seu cabelo:
“Foi um pedido, basicamente. Falaram que o (cabelo) rosa é meio ‘vacilão’ assim. Eu não acho, mas vou respeitar, né. Me pediram (para tirar), vou fazer”.
Ednaldo Rodrigues, presidente da Casa Bandida, possui discurso público progressista, mas tem praticado exatamente o oposto, conforme comprovam não apenas este episódio, mas também as inúmeras reclamações, oficiais, de funcionárias, que se declaram assediadas na entidade.
Houve também o caso em que o cartola disse ter sofrido racismo em evento restrito da CBF, sem, porém, não indicar o ofensor nem ter registrado Boletim de Ocorrência.
A proibição a Yan é fruto da realidade de bastidores da entidade.
Fosse outra cor que não a associada ao movimento LGBTQIA+, como ocorrido com os diversos tons de cabelo utilizados por Neymar, Daniel Alves, etc, talvez a advertência não tivesse acontecido.
Tomara não gere consequência ao oprimido.
