Cássio Ramos do Corinthians

O Corinthians despediu-se, ontem, de maneira tanto quanto melancólica, de Cássio Ramos, um dos grandes ídolos de sua história.
Mas não o maior.
Este assunto há de se acomodar quando o período de necessidade do marketing de assim estabelece-lo, diante do deserto de craques recentes, se dissipar.
Cássio foi ótimo jogad0r, que destacava-se em momentos decisivos, mas, tecnicamente, bem abaixo do que diz a lenda.
Longe de ser o melhor em todos os tempos.
Nem entre os dez.
Como goleiro, talvez se coloque entre os cinco.
A gratidão pelos momentos importantes, como as conquistas de Libertadores e Mundial – neste jogo seu melhor desempenho -, confunde-se com as decepções de episódios como o abraço num treinador condenado por estupro (que ainda não havia se redimido), as ‘igrejinhas’ segregadoras de companheiros não evangélicos, etc.
Cabe salientar que Cássio não é o único ídolo do Corinthians que precisa ser admirado apenas pelo que realizou dentro de campo — Marcelinho Carioca está aí para comprovar.
No coração corinthiano de muitos, mesmo sem tantas taças levantadas, gente como o Dr. Sócrates, cidadão ímpar, está acima de todos.
Dentro dos gramados, ninguém jogou mais do que Rivellino
Que Cássio seja feliz no restante de sua caminhada.
No Corinthians, jamais será esquecido e, com o tempo, terá o real tamanho dimensionado – que não é pouco.

Realmente Cássio não é o maior ídolo do Corinthians, nem de perto. O maior jogador do Corinthians foi Roberto Rivelino, que tive o prazer de ver jogar ao vivo. Na minha opinião, depois de Pelé ele foi o maior jogador de futebol que já existiu.
Foi injustiçado. Jogava num time abaixo da média e queriam que ele fosse o salvador, acabasse com o jejum de 21 anos contra um Palmeiras cheio de craques!