A promiscuidade de Kajuru com o presidente da CBF

Assisti, por dever de ofício, à entrevista concedida por Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, ao Senador Jorge Kajuru, realizada na sede da Casa Bandida.
Antes de seguir com o comentário, é necessário pontuar que o cartola tem se recusado a conversar com jornalistas sérios, o que acaba por justificar o encontro.
Kajuru bajulou e mentiu, muito, no bate-papo.
Disse, por exemplo, que a CBF passou a não aceitar dinheiro público somente após a posse de Ednaldo, que, calado, não o corrigiu.
Há décadas – está inserido, inclusive, como proibição no Estatuto da entidade – a Confederação, para não ser investigada por órgãos controladores, recusou-se a embolsar dinheiro do Governo.
Os esquemas de corrupção, amplamente divulgados, se davam com desvio de recursos de empresas privadas.
O único auxílio público era o dos lobbies de políticos tão bem remunerados quanto Kajuru.
Nem mesmo a memória de Giulite Coutinho, raro presidente da CBF não envolvido em problemas, foi respeitada pelo entrevistador, que tratou Ednaldo como primeiro mandatário elogiável da entidade.
Em meio ao clima de entrevista arranjada havia a promiscuidade.
O Presidente da CPI das Manipulações Esportivas encontrando-se, fora do Senado, com um dos convidados a prestar depoimento que, eventualmente, poderia se tornar investigado.
A cereja do bolo: o único patrocinar do programa é um site de apostas esportivas de quem Kajuru, pessoalmente, embolsa para fazer propaganda.
