Capez se esforçou para salvar Robinho

Poucos se esforçaram tanto para defender a liberdade do estuprador Robinho quanto o promotor Fernando Capez, colaborador da rádio Jovem Pan.
Entre 2022 e 2023, Capez publicou pareceres no CONJUR (site especializado em assuntos jurídicos) que desinformavam e distorciam em favor do criminoso.
No mesmo período, concedeu entrevistas e publicou vídeos de mesmo teor.
Falou também na emissora das fake-news.
Ontem, dois advogados e um dos votos divergentes do STJ utilizaram-se dos ‘ensinamentos’ de Capez para tentar evitar a prisão do criminoso.
Simples coincidência?
Ao final, prevaleceu a Justiça com a tese de Capez derrotada por nove a dois.
Que razões teriam levado o promotor a tamanho esforço?
Na melhor das hipóteses, desconhecimento jurídico.
Pior seria se fosse descaso com a vítima estuprada, acolhimento ao parceiro bolsonarista, amizade com Wagner Ribeiro (agente de Robinho) ou para agradar a audiência da Jovem Pan.
Fernando Capez é pai de duas filhas.
Será que pensou nelas ao defender um ex-jogador que cometeu estupro coletivo com a vítima desacordada?
