Os três poderes do Corinthians

Desde anteontem, com a votação à presidência do CORI, estão definidos os três poderes do Corinthians pelos próximos três anos – se não houver impeachment pelo caminho.
O presidente da diretoria é o agente de jogadores e mitômano Augusto Melo, condenado à prisão por sonegação de impostos.
Na direção do Conselho Deliberativo está o ex-policial Romeu Tuma Junior, de passado ligado à ditadura brasileira, exonerado da Secretaria Nacional de Justiça ao mesmo tempo em que era acusado de facilitar a vida de supostos mafiosos chineses.
Por fim, na presidência do CORI, assumiu Miguel Marques e Silva, desembargador simpático a cartolas do esporte, como o sindicalista Marcos Boccatto, ex-presidente do mal-afamado Água Santa – atual diretor na gestão Augusto Melo.

O magistrado tem histórico controverso em Parque São Jorge.
Sua gestão nas categorias de base do Corinthians, durante a presidência de Andres Sanches, foi marcada por problemas nunca bem esclarecidos.
Miguel presidiu a Comissão Eleitoral do clube numa eleição em que interferiu no resultado, ao, equivocadamente, impugnar um candidato que liderava as pesquisas, sendo corrigido, posteriormente, em didática decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Recentemente, o desembargador cometeu outro grave erro: processou o Blog do Paulinho por texto em que sequer era citado – que tratava de alguém que, bêbado, teria baixado as calças num vestiário do futebol feminino -, perdendo a ação após protocolar procuração em desconformidade com a legislação.
Os melhores momentos do julgamento podem ser conferidos no vídeo abaixo:
É nesta confusão que o Corinthians está metido.
Presidente mentiroso fiscalizado por um CORI pouco promissor e um Conselho Deliberativo sem a menor credibilidade.

