Jornalistas, influencers e desesperados confundem torcedores dos clubes

A cada período de recesso no futebol é grande a profusão de fake-news, principalmente as que especulam contratações de jogadores.
Os torcedores, que nem sempre conseguem diferenciar entre fontes sérias e os caçadores de cliques, espalham, involuntariamente, as lorotas.
Boa parte das mentiras é fomentada pelo próprio sistema.
Entre os repassadores de informações falsas estão agentes de atletas, que precisam elevar o preço de suas mercadorias, e os cartolas de clubes.
Muitas vezes, dirigentes bancam canais de desinformação.
O jornalismo profissional, que era fonte única de consulta dos torcedores, passou a dividir espaço com influencers e desesperados.
Os influencers, salvo raras exceções, objetivam a maior quantidade de cliques possíveis – que geram remuneração -, pouco se importando com a qualidade da notícia.
Chutam a bola ‘de primeira’, do jeito que o passe vier.
Pior somente os ‘desesperados’, que já foram jornalistas, mas não conseguem sobreviver como influencers.
Estes topam qualquer parada.
São ainda mais perigosos porque se apresentam como sérios.
Diferentemente dos exemplos citados, a imprensa profissional é obrigada a checar informações e repassá-las somente quando houver comprovação de veracidade.
Muitas vezes desmente as lorotas da ‘concorrência’ e, por isso, recebe ataques dos que preferem se iludir com as ‘boas novas’, ainda que inverídicas.
Uma dica para quem se confunde ao ler postagens de jornalistas, influencers ou desesperados é notar que, em regra, os primeiros revelam o que os cartolas não gostariam de ver publicado; os demais, exatamente o contrário.
