Conforto das Arenas é o grande responsável pela maior média de público da história do Brasileirão

Exceção feita ao São Paulo, que precisou adequar o preço dos ingressos à precariedade de seu estádio, as novas Arenas de futebol do país foram grandes protagonistas deste Brasileiro.
O conforto delas garantiu a quebra do recorde histórico de público do Campeonato.
26.620 pagantes.
16% acima da marca anterior, de 22.953, registrada em 1983, quando tínhamos no país uma geração comandada por Zico, Sócrates, Reinaldo, etc.
A Champions League dos anos 80.
Hoje, com jogadores de medianos para baixo, a atração maior é poder sentar no lugar marcado, após comprar o ingresso, sem sofrimento, pela internet.
Os ricos possuem ainda opções de entretenimento, nos camarotes, inexistentes décadas atrás.
Tivesse o Brasil dirigentes sérios que ousassem criar uma Liga sustentável a ponto de conseguir manter, como no passado, os principais jogadores do planeta e os estádios estariam, todos, com entradas vendidas antes do início do torneio.
E existem ainda imbecis, como o novo presidente do Corinthians, que, em vez de viabilizar a presença do público mais pobre em setores confortáveis, retirará destes as cadeiras, tratando a todos como gados, na contramão da excelência exigida pela maioria dos expectadores.
