As laranjas da Casa Bandida

Desde que Marco Polo Del Nero, Marin e Ricardo Teixeira tornaram-se prisioneiros do medo no Brasil – no caso de Marin com pequena estadia na penitenciária americana -, o poder da CBF dividiu-se num imenso ‘laranjal’.
Rogério Caboclo foi o primeiro a assumi-lo mantendo, para isso, as regalias (financeiras) dos citados.
Os Tubarões não esperavam, porém, que os hábitos repulsivos do ‘laranja’, flagrados em gravações tornadas públicas, facilitassem o golpe do Presidente da Federação Paulista de Futebol, desafeto de todos eles.
Reinaldo Carneiro Bastos assumiu o poder da CBF sem precisar se desgastar no cargo, tornando Presidente o inexpressivo Ednaldo Rodrigues, que, até então, vivia de espertezas na Bahia.
Agora, com o advento do fracasso esportivo da Seleção Brasileira aliado, principalmente, ao fechamento das torneiras que abasteciam as aposentadorias dos caciques, chegou a hora de reativar as articulações.
Nero e Teixeira trabalham para ‘alaranjar’ Rubens Lopes, da FERJ, para o lugar de Ednaldo.
Rubinho – como é tratado no Rio, a peso de ouro, obedecerá.
Porque gosta de dinheiro e desgosta, em grande proporção, de Carneiro Bastos.
Nesta guerra de laranjas, os clubes, que sequer conseguem articular uma Liga, seguem como meros espectadores, reféns da própria covardia.
