O Corinthians decidirá seu futuro em condições anormais

André Negão e Augusto Melo disputam as eleições do Corinthians com muito mais em jogo do que somente a cadeira presidencial e as facilidades almejadas pela maioria dos concorrentes ao Conselho Deliberativo.

Em condições normais, a continuidade de um grupo que há 16 anos ocupa o poder deveria ser combatida.

Mas não estamos em condições normais.

A alternativa se viabilizou em meio a achaques prévios em possíveis parceiros do clube, na compra de parte da mídia, e numa operação financeira conjunta de agentes de jogadores e integrantes de um poder paralelo da sociedade.

Nesta situação “mudar para que tudo permaneça como está’ é melhor do que ‘mudar para muito pior”.

E quem pensa desta maneira é um jornalista que durante todos estes anos revelou, quase solitário, as imoralidades do atual grupo gestor.

Alguns entenderam o quadro político atual e superaram as armadilhas da mudança a qualquer custo.

Outros, desesperados pelo poder, humilharam-se por cargos que, possivelmente, apesar de prometidos, não serão concedidos.

Muitos destes suicidaram-se, politicamente, por ganância.

A melhor alternativa – na ausência de outras, ainda que a contragosto, seria minimizar os danos para que, noutra situação política, possa haver real possibilidade de mudança.

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