Pia prejudicou Marta e a Seleção Brasileira

Pia Sundhage foi grande treinadora do futebol feminino quando esteve à frente da Seleção dos Estados Unidos, vencendo duas Olimpíadas, apesar de nunca ter ganhado um campeonato mundial.

Falamos de um período compreendido entre 2008 e 2012.

De lá para cá, decaiu.

Seu último suspiro foi levar a Suécia a uma final olímpica, passando aperto em decisões de penalidades contra os EUA e o Brasil, para ser derrota diante da Alemanha.

O ano era 2016.

No Brasil, seu trabalho sempre foi muito ruim.

A Seleção Brasileira, sem Pia, sempre disputou títulos em torneios relevantes, jogando futebol vistoso, mas pecando, como ocorre agora, no setor defensivo.

Por isso duas pratas, com potenciais de Ouro, foram conquistadas nas Olimpíadas de 2004 e 2008; tivemos ainda um vice-mundial em 2007; antes, uma terceira colocação, em 1999.

Antes de chegar a Pia, a CBF impôs à Seleção treinadores, quando não limitados, importados de fracassadas incursões no futebol masculino.

Desrespeito claro ao esporte das mulheres.

Para mudar o tratamento, a CBF decidiu apostar em Pia, acreditando que o sucesso do passado se repetiria por aqui.

Parecia acertado, mas não era.

A treinadora, nos EUA, tinha em mãos menos talentos, razão pela qual o jogo coletivo, quase robótico, era a única alternativa de sucesso.

No Brasil, país de Marta, Cristiane, no passado de Sissi, não dá para abrir mão das individualidades.

Marta nunca foi ‘estrela’, no sentido ruim da palavra.

Pelo contrário, além da genialidade inquestionável, e amplamente premiada, sempre se doou, humildemente, a todos os sistemas impostos pelos mais diversos treinadores da Seleção; nem todos coerentes.

Em vez de aproveitar-se disso, o que fez Pia?

Nas Olimpíadas de Londres, prendeu Marta na ‘ala esquerda’!!!! Obrigando-a a correr atrás da lateral adversária.

A derrota, nesse contexto, deveria ter decretado a imediata demissão.

Tratava-se de constatação da decadência, da falta de aprimoramento na profissão e de até perseguição, como se Pia não suportasse estar diante de alguém muito maior do que ela.

E Marta, apesar de ser duramente prejudicada, permaneceu calada.

Agora, na Copa do Mundo, sem força política para barrá-la, Pia teve que engolir a convocação da melhor jogadora de todos os tempos.

Tem se vingado, porém, colocando-a, fora de posição, nos minutos finais das partidas.

O time, novamente, está mal treinado defensivamente; do meio para frente, funciona, até porque, historicamente, sempre foi assim.

Enquanto isso, o melhor treinador brasileiro, desde antes da chegada de Pia, está no Corinthians, clube multicampeão de todos os torneios que disputou.

Não há dúvida de que a Seleção, e Marta, estariam melhores em suas mãos.

O Brasil poderá até vencer o Mundial, porque é potência do futebol feminino, e este esporte, por vezes, não premia o melhor.

Mas nada mudará o fato de Pia estar, desde 2019, realizando trabalho ruim, com o agravante de retirar da equipe, ainda que com ela escalada, a magia de quem foi eleita melhor jogadora do mundo em seis oportunidades.

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