CBF, Ednaldo ‘Pilatos’ e a promiscuidade com a jogatina

Apesar de virem à tona, com mais força, nas últimas semanas, não é de hoje que a CBF sabe da existência de quadrilhas que manipulam resultados no futebol brasileiro.

Nestes anos todos, nunca tomou qualquer atitude.

Ontem, pressionado pela mídia, Ednaldo Rodrigues, presidente da Casa Bandida, como se fosse Pilatos, lavou as mãos e, em nota oficial – pra lá de cínica – descartou paralisar campeonatos, jogando o problema apenas para a Polícia Federal.

É notório, em todo o planeta, que a corrupção é sócia majoritária da jogatina.

A CBF, fosse minimamente decente, protegeria a imagem do futebol brasileiro e proibiria todos os anúncios de apostas esportivas em campeonatos sob sua jurisdição.

Ednaldo quer obrigar os clubes da Série B a colocarem em seus uniformes o logo da ‘Betano’, patrocinador da Casa Bandida.

O ‘pasto’ deve ser muito bom, a ponto da CBF aceitar pagar multa, estipulada na Justiça, por descumprimento de contrato com outras marcas, somente para exibir sua parceira nos backdrops dos torneios.

É óbvio que as manipulações influem, influíram e influenciarão nos resultados.

Não leva desvantagem quem tem jogador que simulou expulsão ou vantagem o adversário direto de um clube que levou mais gols do que deveria?

Elementar.

Se não há como impedir a jogatina, razão pela qual o Governo, para obter o mínimo de controle, se vê obrigado a taxá-las e regulamentá-las, existem meios de diminuir a propaganda, evitando alguns golpes.

Diante dos fatos recentes, e dos que ainda estão por vir, CBF, clubes e imprensa tem obrigação de levantar essa bandeira.

Os dois primeiros se acumpliciaram na omissão; entre jornalistas, há os que ainda resistam à tentação.

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