O triste balanço do São Paulo

Revelados os números do balanço financeiro do São Paulo, referente às contas de 2022, não há espaço para outros sentimentos que não o de tristeza e indignação.
Quase 10% da dívida, demonstrada em R$ 586 milhões, é de calote em jogadores de futebol que sequer jogam mais pelo clube.
Precisamente R$ 50,6 milhões.
Quase metade disso, R$ 20 milhões, somente para Daniel Alves, que recebe R$ 400 mil mensais, apesar de preso por estupro na Espanha.
A pendência com o lateral corresponde, sozinha, a 5% do total.
Escárnio que deveria, por si, no mínimo, expulsar os responsáveis da convivência do clube; em alguns casos, talvez, originar inquérito policial para apuração de possíveis facilitados da diretoria.
Somente isso poderia justificar, além do exposto, pagamento de R$ 22 milhões em comissionamentos a agentes de jogadores, que possuem a fama de dividir valores com a cartolagem.
O abismo do São Paulo, que impacta em anos de equipes esportivas de péssimo padrão, é profundo.
Se não houver mudança radical no Sistema que viabiliza o enriquecimento de poucos, mas a subsistência, dentro do clube, de muitos, o dinheiro do Tricolor seguirá escoando para destinos opostos aos do profissionalismo e moralidade.
