Heroínas e vilões na crise alvinegra com Cuca

Duílio e Adilson Monteiro Alves, ex-proprietários do bingo ‘Circus’

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

As mulheres, as vítimas, se saíram bem melhor que os machos alfa no Corinthians

A crise moral que assola o Corinthians —e que não tem hora para acabar desde a estúpida contratação de Alexi Stival, o Cuca, que deve desculpas às mulheres do mundo— revelou mulheres corajosas no clube e homúnculos do porte do general Augusto Heleno.

As Brabas, como são chamadas as campeoníssimas jogadoras corintianas, emitiram a nota possível para protestar como funcionárias do clube.

Com o detalhe, despercebido por alguns, de ter sido publicada exatamente no minuto 87 do jogo que os homens perdiam em Goiás, na estreia do técnico.

estupro aconteceu em hotel na Suíça, em 1987.

Entre os alguns estão dois Monteiros Alves, Duílio, o presidente fundador da “Demagogia Corintiana”, e seu pai, Adílson, outrora reconhecido como um dos responsáveis pela memorável Democracia Corinthiana.

O primeiro tentou vender a ideia de que não havia protesto algum, apenas a reafirmação da liberdade vivida em Parque São Jorge.

O segundo publicou seu apoio às Brabas e enganou quem ingenuamente imaginou ser admoestação ao filho. Não era.

Desde os tempos em que pai e filho dividiram o falido bingo Circus Club, em Moema, eles jogam juntos a imagem do Corinthians no lixo.

Como se fizessem o papel de Thales Ramalho e Tancredo Neves para suavizar as notas duras dos chamados Autênticos do MDB nos anos de chumbo, a dupla tentou devolver a pasta de dentes para dentro do tubo.

Tiveram ainda a triste colaboração de quem perdeu ótima oportunidade de ficar calado, o excelente treinador Arthur Elias do time das Brabas.

Coincidência ou não, no dia seguinte às tentativas de minimizar o gesto, elas perderam a invencibilidade e a liderança do Campeonato Brasileiro ao serem derrotadas pelas Gurias do Internacional, em Porto Alegre, por 2 a 0.

Mais que a rara derrota, chamou atenção a apatia da equipe, como se tomada pela decepção.

Os machos alfa desempenharam tão mal o papel de defender o indefensável que tiveram de calar diante da entrevista, obtida pelo repórter Adriano Wilson, do UOL, do advogado da menina que reafirmou ter ela reconhecido o então jogador do Grêmio como seu estuprador, além de vestígio de esperma de Alexi Stival no relatório médico que embasou a condenação.

O jurista Willi Egloff confirmou também que a adolescente tentou se matar, traumatizada pela violência.

O curitibano Stival ainda não entendeu a diferença entre ser candidato a prefeito de sua importante cidade e à Presidência do Brasil.

O poder dos holofotes é de outra magnitude.

Facebook Comments

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.