Duílio ‘do Bingo’ estupra a história do Corinthians

Dois dos estupradores de Berna foram acolhidos pelo Corinthians

Ao contratar o treinador Cuca, condenado pela participação em estupro coletivo de uma garota de apenas 13 anos, o presidente Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves definiu sua gestão, definitivamente, com a marca da misoginia.

Não são poucos os relatos de proteção à violadores de mulheres em Parque São Jorge.

O mais famoso, na atual administração, resultou na absolvição, pelo Conselho de Ética – controlado por Duílio – do conselheiro Mané da Carne, após ofensa graves, e até ameaça de agressão, às conselheiras Analu Tomé e Susy Miranda.

Enquanto vilipendiam a marca ‘Democracia Corinthiana’ como estratégia de marketing e sustento familiar, e, hipocritamente, fomentam a campanha ‘#respeitaasmina’, os Monteiro Alves promovem, efetivamente, entre diversas imoralidades, a ‘Misoginia Corinthiana’.

É a história do clube sendo estuprada com a conivência dos Gaviões da Fiel, que aprovaram a contratação – as demais organizadas, felizmente, se indignaram.

Meses atrás, o Blog do Paulinho encontrou a vítima de Cuca em rede social.

Tentamos contato, mas o trauma da mulher, que hoje está casada e com filhos, é tamanho que ela, educadamente, recusou-se a falar sobre o assunto, pedindo ainda para que não identificássemos sua atual realidade (fotos, país em que vive, profissão, etc).

Assim o fizemos.

A violência ocorreu na Suíça e teve como protagonistas quatro jogadores do Grêmio; dentre os mais famosos: Henrique, ex-zagueiro que viria a ser campeão no Corinthians, e Cuca.

Num hotel em Berna, no ano de 1987, a garota Sandra Pfäffli, que estava por completar 14 anos, foi atraída ao quarto do agora treinador quando objetivava pedir autógrafos aos jogadores.

Nele estavam, também, três de seus companheiros.

Horas depois, trajada com a camisa do Grêmio, Sandra acusou-os, a todos, de tê-la prendido no quarto e a estuprado.

Cuca, Henrique, Fernando e Eduardo permaneceram presos por 28 dias, até que, por intermediação do Governo brasileiro, foram liberados.

Em meio a esse período, diversas reportagens realizadas no Brasil entrevistaram, desde cidadãos comuns até familiares dos atletas, que, de maneira quase unânime, culpavam a garota pelo repulsivo comportamento dos estupradores.

Por indicação do leitor Igor Munarim, encontramos no canal do youtube de Pedro Janov, matéria que foi ao ar no Fantástico, que merece ser vista não apenas para relembrar o assunto, mas como base de estudos para o comportamento humano.

O processo foi encerrado, dois anos depois (1989) com os jogadores admitindo ‘apenas’ relação sexual com uma menor de idade, obrigados, por isso, a indenizá-la em acordo.

Logo após retornarem ao Brasil, Cuca falou à revista Placar e revelou estar ‘traumatizado’, com dificuldades de dormir, mas que a esposa Rejane e seus familiares acharam a “punição severa demais pela falta que cometemos”.

Abaixo, trecho da entrevista:

Desde então, frequentemente, é atribuído a Cuca certo desequilíbrio psicológico.

À época, na data do retorno dos quatro atletas ao Brasil, a imprensa gaúcha tratava-os como vítimas, alegando que os jogadores comportaram-se “como homens”.

O preconceito era tamanho que uniu adeptos de Grêmio e Internacional, que, em meio à recepção dos jogadores, juntos, aclamaram os acusados de estupro como se fossem ‘heróis’ e gritavam, em repúdio à vítima, sonoros: “puta ! puta!”.

Décadas após, com a contratação de Cuca, o Corinthians, que também teve Henrique jogando nos anos 90, acabou por, tristemente, acolher dois dos quatro envolvidos no episódio.

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1 Comentário

  1. Interessante q ele treinou as Trikas. E tem um jogador que ainda recebe salário preso por…hummm… Estupro ( Dani Alves). Estuprador tricolô

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