Corinthians virou otário favorito de empresas caloteiras

A TAUNSA, que sumiu do Corinthians após gerar imenso prejuízo, seja pelo calote em acordo de patrocínio ou por ter empurrado o clube para uma contratação – a de Paulinho, sob promessa de arcar com os custos, segue deixando vítimas por onde passa.
Recentemente, destruiu o pobre Bandeirante/SP, da cidade de Birigui, que disputa a terceira divisão de São Paulo.
Os relatos de Ademir Wellinton de Oliveira, presidente do clube, colhidos pelo Globo Esporte, são devastadores:
“Ele (Cleidson) não pagou, sempre segurei a onda desse cara. Esse cara arrebentou o Bandeirante no meio, mudou todo o projeto do Bandeirante. Tínhamos um projeto pés no chão, esse cara veio com um monte de coisa fantasiosa. Nós mudamos todo o projeto na loucura de transformar o clube em empresa, fazer no clube a base, e ele simplesmente arrebentou a gente”
“Estamos trabalhando com muita dificuldade, contraímos dívidas, não sei se é maldade o que ele fez, o que ele pensa. Ele tem culpa porque mudou nossa forma de trabalhar. Não sei o que vou fazer para recuperar o clube depois dessa passagem da Taunsa. O Corinthians é fácil, tem 30 patrocinadores, tira a Taunsa e tem outros 50. O clube pequeno não tem isso. O que mais revolta a gente é ver o cara patrocinando uma corrida de rua em São Paulo. Passar o que passei e ver isso é o fim do mundo”
“Sofri muito psicologicamente, acabei sendo a pessoa que ficou à frente recebendo as cobranças. E o cara dizendo que ia pagar tal dia e todo mundo descendo a marreta nele, mas eu confiava nele. Ouvi muita besteira por causa dele, as pessoas te ofendem e humilham. Ele fez não só um estrago no Bandeirante, mas também na minha vida emocional. Infelizmente não sei o motivo de ter feito isso, era só falar não”
O Corinthians cobra R$ 22 milhões da TAUNSA, embora não consiga nem apontar à Justiça onde citar a empresa.
Não se trata do primeiro golpe sofrido pelo alvinegro, que, desde algum tempo, tornou-se o otário favorito de empresas inexpressivas e caloteiras.
Das duas, uma: os dirigentes são incompetentes e caem, sequencialmente, no mesmo golpe, ou gente bem esperta está levando vantagem com a premeditada desgraça corinthiana.

