Basta um aperto de mãos para os clubes saírem da miséria

Notícias dão conta de que as duas versões de Ligas que disputam o dinheiro e a gestão do futebol brasileiro conseguiram fechar acordos bilionários com investidores, em troca de ceder algo em torno de 20% das arrecadações futuras.
R$ 4,8 bilhões, seja qual for o lado.
Este dinheiro, se de fato limpo, resolveria a vida de todos.
Comenta-se que na divisão proporcional, sob critérios esportivos e de relevância na audiência, Corinthians e Flamengo abocanhariam mais de R$ 500 milhões, cada um.
Em sendo verdade, o Timão amortizaria quase toda a pendência do estádio, passando a embolsar, por conta disso, dinheiro que, nos anos que estariam por vir, seria obrigatoriamente destinado à CAIXA.
Numa administração decente, seria sair da lama para o ouro.
Nos demais clubes o efeito seria semelhante.
Um reinício de vida sem preocupações com heranças deficitárias, somente em administrar os lucros futuros.
Mas, para que tudo isso ocorra, há a necessidade dos que, atualmente, recebem mais dinheiro, abrirem mão da enorme disparidade para que os ganhos se aproximem e, consequentemente, o Campeonato Brasileiro se nivele.
Não se trata de igualar Flamengo com Chapecoense, que, por óbvio, são bem diferentes, mas de reduzir um pouco a discrepância.
Eis o impasse.
Corinthians, Flamengo, Palmeiras e São Paulo não abrem mão do que já recebem, ainda que em desfavor da qualidade dos torneios que disputam.
A oportunidade está à porta e a ganância de poucos pode levar à ruina de todos – incluindo a dos gananciosos.
O futebol brasileiro está a um aperto de mãos de trilhar um caminho que, se bem gerido, garantirá, além de um período de tranquilidade financeira, a tão sonhada independência da CBF, que, para ser ainda mais perfeita, incluiria a extinção das Federações Estaduais e seus torneios desimportantes.
