Daniel Alves está sendo tratado com privilégios na prisão espanhola

A imprensa brasileira noticiou que Daniel Alves, para preservar a ‘ordem’ no presídio, foi transferido para outra ala do complexo, construída recentemente.
Uma das alegações é que a rotina dos cento e poucos presos que estavam por lá seria alterada com a presença do ilustre hóspede, enquanto com oitenta detentos (população do novo local) a situação estaria sob controle.
Pura lorota.
Alves, em verdade, muito provavelmente por influência de gente poderosa, saiu de uma cadeia em pior estado, com chuveiro frio e cela que dividiria com mais presos, para um complexo mais moderno, com direito a ducha quente e somente, se houver, um companheiro de cubículo.
Quem conhece rotina de presídio sabe que, independentemente da fama de quem esteja lá, ou do número de encarcerados, não há alteração de procedimentos.
Ainda mais numa penitenciária especial como a que está Daniel Alves.
No máximo, na ‘hora do Sol’, daria alguns autógrafos, situação que se normalizaria no mesmo dia.
Por enquanto, o único tratamento rígido do agora ex-jogador tem origem no poder judiciário, que ignorou a fama mundial de quem defendeu o principal clube da região e, corretamente, protegeu a vítima de sua barbárie.
