Brasil precisa revogar a anistia aos covardes do passado

Em meio à transição da ditadura militar para o período democrático, o Brasil, a pretexto de garantir a paz, anistiou criminosos que barbarizaram a população através de torturas, assassinatos e privações de direitos fundamentais.
Decisão que desrespeitou as vítimas e seus familiares; erro, gravíssimo, que não poderá mais ser cometido.
O Governo brasileiro, diante dos fatos recentes, deveria ir além e trabalhar, também, pela revogação da anistia aos golpistas de 64, embasada, como bem lembrou Roque Citadini, em seu Twitter, no descumprimento do acordo pelos militares:
“O grito de “SEM ANISTIA”, que ecoa em todas as manifestações contra a arruaça de Brasília no domingo, não é grito de ódio ou rancor. É um brado contra a traição aos acordos de 85/88. Quando saímos da ditadura, o acertado era que as FAs ficariam fora de qualquer questão política”
A traição precisa ser cobrada.
Os militares brasileiros, que custam uma fortuna aos cofres públicos, demonstraram-se incompetentes, inconfiáveis e gananciosos, seja por dinheiro, que embolsaram aos milhões no Governo Bolsonaro, mas também com poder.
Não merecem respeito.
Urge, neste país, para que saibam o que ocorrerá com os que tentarem, novamente, derrubar um Governo democrático, punição exemplar para os novos golpistas e a revogação da anistia aos covardes do passado.
