Os desprezíveis Marcos e Neymar

Confirmou-se a ausência dos jogadores ligados à Seleção Brasileira de 1994 e 2002, as últimas a vencerem Copa do Mundo, no velório do Rei Pelé, símbolo maior do esporte praticado por todos eles.
A exceção foi Mauro Silva, que compareceu na condição de vice-presidente da FPF, mas nunca saberemos se, fora da obrigação como cartola, estaria presente à homenagem.
De todos os ingratos, porque devem a Pelé, e sua arte, as facilidades do presente, destacaram-se Neymar e o ex-goleiro Marcos.
O jogador do PSG insinuou proibição do clube e compromissos profissionais para não estar no velório do Rei e, pior, enviou o pai em seu lugar, representante máximo do que existe de pior na cidade de Santos.
Descobriu-se, depois, que enquanto Pelé recebia o carinho do povo e o respeito de mais de mil jornalistas, Neymar curtia sua enésima baladinha.
Vale lembrar que o sujeito possui dois jatos particulares, o que lhe garantiria facilidade de locomoção.
Neymar, mais do que a maioria dos ingratos, passou uma vida, desde a infância, colando na imagem de Pelé, que, generosamente, aceitava posar com ele para fotos e, por vezes, até promovê-lo.
Sobre Marcos, resta apenas a decepção.
Quando era jogador, chegou a ser tratado por aqui, e em muitos lugares, como ‘São Marcos de Palestra Itália’, obviamente pelo que fazia dentro das quatro linhas, decisivo que foi para a conquista do penta.
Fora de campo, opinava sobre trivialidades, sempre com bom humor, angariando simpatia de torcedores e da imprensa.
Poucos conheciam Marcos na intimidade.
A aposentadoria tratou de iluminar a realidade.
Marcos é um sujeito reacionário, inculto, incapaz de entender as dificuldades daqueles que trocavam pratos de comida por um ingresso para vê-lo jogar, e, pior, serviu de palanque para o inominável responsável pela morte de milhares de brasileiros.
Ontem, ao justificar a ausência nas homenagens ao Rei, o ex-goleiro, com desdém, afirmou que ninguém compareceu aos velórios de seus pais.
Insensibilidade e ignorância a toda prova.
Sobre o caráter, que, em regra, vem de berço, mas, por vezes, consegue ser moldado ao longo de boas experiências de vida e no convívio com gente qualificada, preferimos não tratar, tão óbvio são os indícios, mas da ausência de educação, falaremos.
Incluídos Marcos e Neymar, boa parte dos demais desprezíveis, com óbvia exceção de alguns que, efetivamente, desejaram estar com Pelé, mas se viram impossibilitados, ao contrário da maioria dos brasileiros, ficaram ricos o suficiente para buscarem os estudos e, consequentemente, uma boa formação intelectual.
Nesse caso, a ignorância foi escolha deles.
Por isso, são culpados pela decepção proporcionada aos torcedores em seus posicionamentos, principalmente os antidemocráticos, e pelo enorme desrespeito ao futebol, configurado pela incapacidade de homenagear o inigualável.
