Zidane não tem perfil para a Seleção Brasileira

Dentre as diversas especulações lançadas pelo mercado, fala-se agora na possibilidade de Zidane treinar a Seleção Brasileira.

Seria um erro.

Zidane é caso assemelhado ao de Abel Ferreira, treinador do Palmeiras.

Ambos ganhadores de títulos porque possuem – no caso do francês, possuía – grandes elencos e dinheiro à disposição, mas nunca encantaram os torcedores com equipes de futebol apreciável.

Pragmáticos, competentes, mas sem encanto.

O Brasil, com sua interminável fábrica de talentos – embora cada vez menos produtiva por conta da ação predatória de bandidos nas categorias de base -, tem potencial para vencer e convencer, como o fez, por longo período, o Barcelona de Guardiola, a quem o planeta parava para assistir.

Este sim, com perfil que cairia como uma luva no selecionado nacional.

Sou absolutamente favorável a adoção de treinador estrangeiro pelo Brasil, desde que, reconhecidamente, muito melhor do que os nossos, com possibilidade de servir de exemplo à evolução de nosso futebol.

Não é o caso de Zidane.

A escolha do novo treinador da Seleção tem que ser avaliada sob diversos aspectos, não apenas de currículo, porque qualquer deslize, principalmente de treinador estrangeiro, beneficiará um grupo de profissionais brasileiros medíocres – alguns até pilantras, que estão de olho na vaga, desde já utilizando-se de amigos na mídia para plantação de especulações.

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