Proteção a Cassio pode tirar mais uma ‘sombra’ de seu caminho no Corinthians

Há anos, o Corinthians protege jogadores ligados ao agente Carlos Leite, que, além de generoso ao dividir comissionamentos, até doação eleitoral, com direito a recibo, chegou a efetivar em campanha de Andres Sanches à presidência do clube.

Poucos, porém, são tão blindados quanto o goleiro Cássio.

Walter, seu reserva mais longevo, somente permaneceu no clube porque conformou-se em não brigar pela posição.

Todas as ‘sombras’, quando surgiam, eram logo negociadas.

A próxima deverá ser o goleiro Ivan, ex-Ponte-Preta e Seleção Brasileira.

Fernando Garcia, agente do atleta – outro amigo da diretoria, já recebeu ‘ok’ para levá-lo ao Vasco da Gama; as negociações estão em andamento.

Conhecedor da pressão e das limitações técnicas do goleiro, além do comportamento de bastidores, o treinador Tite, que o dirigiu em momentos importantes da carreira, quando levou-o à Copa do Mundo, em 2018, o deixou como terceiro reserva; em 2022, nem pensou em convocá-lo.

Cássio, tecnicamente, é inferior a Ronaldo Giovanelli – outro que ficou à margem da Seleção pelo extra-campo, Gylmar, Dida, Leão, Carlos, entre outros grandes goleiros do Timão, mas sempre teve sorte, sendo decisivo em campeonatos relevantes do clube.

Não se discute, por conta disso, a idolatria.

Impossível contar essa história, numa biografia honesta, sem mencionar a blindagem, decisiva para Cassio permanecer intocável nos momentos, que não foram poucos, de má-fase.

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