Nike aproveitou-se da incompetência, ou esperteza, dos cartolas do Corinthians

Em 2017, sob a gestão de Roberto Andrade, o Corinthians chamou a Nike para renovar contrato de fornecimento de materiais, que terminaria em 2025, ampliando-o para 2029.
Não houve, porém, acréscimo nos valores.
A Nike seguiu pagando R$ 30 milhões anuais ao clube.
O objetivo, com a antecipação, era embolsar R$ 25 milhões em luvas, com pagamento de comissionamento a intermediários.
Quem recebeu ou que utilização o Timão deu a este dinheiro nunca ficou esclarecido.
O balanço mais esconde do que mostra.
Parte da quantia foi direcionada a quitação de dívidas, algumas com agentes de jogadores, muitos amigos de cartolas corinthianos.
Enquanto isso, o Flamengo acaba de fechar acordo com a Nike.
O valor: R$ 69 milhões anuais.
Mais do que o dobro acertado pelo Corinthians.
Vale lembrar que o clube de Parque São Jorge, além de líder de audiência e maior vendedor de uniformes da Nike em São Paulo, o Estado mais rico da nação, rivaliza com o Flamengo nas demais localidades.
Ainda que a agremiação carioca possa gerar à fabricante alguma vantagem numérica de exposição da marca, não há grande diferença financeira (nas vendas), o que, por consequência, acaba por injustificar a distância exorbitante de investimento.
Incompetência ou excesso de esperteza?
Roberto Andrade não tem histórico dos mais animadores, réu que é, na justiça criminal, após ser acusado pelos próprios sócios de, na condição de administrador, roubar a ‘Nova Veículos’, em duas oportunidades, sob dois esquemas paralelos; um das apontadas comparsas está presa em São Paulo, o outro segue não encontrado pelos oficiais de justiça.
