O novo Mundial de Clubes

É interessante a ideia da FIFA de transformar o Mundial de Clubes numa espécie de Copa do Mundo, com 32 agremiações disputando durante um mês, a cada quatro anos, num país sede, o título do torneio.
Principalmente porque a data já existe – sairá de cena a desimportante ‘Copa das Confederações’ – e os campeonatos locais, obrigatoriamente, teriam que parar.
Esportivamente, principalmente porque se fala em 12 vagas, no mínimo, aos Europeus, haverá desnível, quase impossibilitando a conquistas das agremiações dos demais continentes.
Mas que culpa teria quem trabalha melhor?
Talvez, os primeiros vexames possam obrigar brasileiros, argentinos e demais países que, décadas atrás, possuíam elenco para disputar com o gigantes europeus, a reavaliarem a maneira de gerir os clubes, priorizando a formação de novos atletas e fórmulas de mantê-los por aqui, ao menos, nos primeiros três anos de profissionalismo.
Erradicar o roubo da cartolagem abreviaria o caminho.
Ainda assim, voltando ao assunto ‘diferença esportiva’, poderiam, eventualmente, ocorrer surpresas.
No Campeonato de 2000, quando, em menor proporção (eram apenas dois grupos), o Corinthians chegou à final eliminando o gigante Real Madrid e o Vasco superou o Manchester United, demonstrou-se que, dentro de campo, nem sempre quem se apresenta gigante, no papel, prevalece desta maneira na prática.
Marrocos é outro exemplo, neste Mundial de 2022.
O futebol tem que ser nivelado por cima e quem estiver abaixo que corra atrás para resolver os problemas.
