Inverdades do Presidente do Corinthians sobre desistência de assessor são desmentidas pelos fatos

Ontem (14), ao justificar a desistência da contratação de Rodrigo Santana, anunciado assessor para o departamento de futebol, Duílio ‘do Bingo’, presidente do Corinthians, respondeu:
“(…) a gente não está discutindo se fulano é preferência política, se é de direita, de centro ou de esquerda, isso é a democracia, isso que a gente defende. Então o Corinthians jamais vai ter ou não ter, contratar ou não contratar, um profissional por escolhas A, B ou C. O que a gente tem muito claro, nesse caso, o que estava sendo defendido pelo profissional era um golpe militar, o fim da democracia e isso a gente tem a escolha de contratar ou não, e a opção foi não contratar”.
Quem conhece os bastidores do Parque São Jorge sabe que o discurso não é verdadeiro.
Duílio mantém no comando das categorias de base do Corinthians, sob a névoa da informalidade, um bicheiro que, além de acusações diversas dentro e fora de Parque São Jorge, defende, em redes sociais e em conversas presenciais, o Golpe de Estado.
Mas não apenas ele.
No Corinthians, boa parte dos que cercam o Presidente do Timão adotam posturas idênticas.
Duílio demonstra ignorância sobre o assunto quando, na mesma entrevista, assemelha os gravíssimos crimes contra a democracia a simples manifestações políticas:
“Não tem problema nenhum se ele defende isso e quer continuar defendendo, é um direito dele, é um direito que a democracia permite, porque se não existisse não poderia fazer manifestações”
“Não tínhamos conhecimento da manifestação a favor de golpe. Preferências políticas não nos importam, isso é o legal da democracia, estar aberto e defender (a democracia). Nesse caso especificamente dessa manifestação no quartel, a favor de golpe, a gente não tinha conhecimento”.
Apesar de citar a palavra ‘democracia’ diversas vezes durante a gestão, e utiliza-la, frequentemente, como marketing de seu grupo político, Duílio recusou-se a assinar a ‘Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito’.
