Três mudanças são necessárias no Estatuto do Corinthians

Ontem, o Blog do Paulinho revelou a íntegra de propostas assinadas por conselheiros do Corinthians para alteração do estatuto do clube, que deverão ser analisadas em reunião ainda sem data definida.

Retrocesso e Golpe em curso no Corinthians (com atualização)

Destacamos três mudanças absolutamente necessárias para o Timão.

O clube tem que abrir o capital do futebol.

Porém, não nos termos propostos pelos conselheiros, que querem 51% de controle da agremiação e ainda o repasse de 10% da renda líquida.

Nenhuma empresa séria aceitaria.

Deve-se estabelecer alguns parâmetros que impeçam o investidor de modificar nome, símbolo e até cores do clube, ou seja, aspectos ligados à tradição, mas não exigir que o dono do negócio receba ordens do antecessor.

É primordial, também, que as eleições do Corinthians sejam realizadas em dois turnos.

Somente desta maneira o vencedor reunirá, efetivamente, a maior quantidade de votos e, provavelmente, apoio no Conselho Deliberativo.

Nos pleitos mais recentes os presidentes foram eleitos com 30% do resultado nas urnas, para frustração dos 70% que não os escolheram.

Por fim, o voto do Fiel torcedor.

Urge que seja implementado.

Boa parte dos associados do Corinthians não torce para o clube (compraram títulos pela proximidade física de suas residências) ou se importa mais com a marca da cerveja do boteco, quando não com possibilidades pessoais de lucrar em Parque São Jorge.

No Fiel torcedor, o quadro é bem diferente.

É raro encontrar alguém que pagaria mensalidade para frequentar estádio sem ser corinthiano; destes, a maioria não é suscetível ao ambiente político de Parque São Jorge.

O voto puro, por amor.

Pelo menos o mais próximo que se pode chegar dessa utopia.

Diferentemente do quadro atual, em que mecenas conhecidos passam todo o período eleitoral comprando os votos que não possuem pela absoluta ausência de qualidades a serem admiradas.

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