Covardia dos Gaviões da Fiel nas Eleições 2022 se explica pelo ‘dinheirismo’ histórico

Os Gaviões da Fiel decidiram, e divulgaram em Nota Oficial, que não apoiará nenhum candidato às Eleições presidenciais de 2022.

“O fato de não nos posicionarmos com relação aos presidenciáveis, não nos coloca como uma instituição indiferente aos rumos do país, ou às mazelas sociais que assolam o povo Brasileiro”

A fundamentação é a de que somente assuntos ligados ao Corinthians estariam no escopo da entidade.

Trata-se, em verdade, de covardia com requintes de esperteza.

Fundada sob o discurso de combate a ditadores, entre os quais Wadih Helu, ao longo dos anos a ‘torcida’ se corrompeu, abrindo as portas ao domínio do crime organizado e à proteção do cartola que liberasse mais dinheiro.

Não à toa a relação cordial com notórios pilantras que, nos anos recentes, se serviram do Corinthians.

Ao omitir-se diante da barbárie, os Gaviões desrespeitaram 99% de seus milhares de associados, todos de classe humilde, sinalizando-lhes, indevidamente, que se trata de um pleito normal.

Não é.

Nestas eleições, mais do que o Presidente, escolheremos o Regime político que deixaremos para nossos descendentes.

O Corinthians, que utiliza-se comercialmente do termo ‘Democracia Corinthiana’, forjado na coragem de jogadores como Sócrates, Casagrande, Wladimir, etc., nestas eleições, também se omitiu.

É até possível, dentro do contexto anti-democrático do ‘dinheirismo’, em que os líderes de Timão e da ‘organizada’ abstiveram-se, também, de assinar a histórica ‘Carta às Brasileiras e aos Brasileiros’ – subscrita por mais de um milhão de pessoas, que as diretorias do clube e dos Gaviões tenham alinhado posicionamentos.


Confira abaixo a lamentável Nota Oficial dos Gaviões da Fiel:

A diretoria executiva dos Gaviões da Fiel Torcida – Força Independente, vem por meio dessa informar a todo quadro associativo, que não apoia nenhum dos candidatos que concorrem ao cargo máximo do executivo (Presidência) nas eleições 2022.

O princípio da nossa existência é o Sport Club Corinthians Paulista, e desse não nos furtamos de todas manifestações, discussões e seu espectro político como um todo.

Ainda que a torcida organizada seja um movimento popular e por consequência composto preponderantemente por trabalhadores e trabalhadoras, a sua função social não é participar dos rumos e das construções políticas que dinamicamente constituem um país. Para essas questões, existem partidos, militância organizada e movimentos espontâneos.

Não obstante, é preciso deixar evidente ao quadro associativo, que as manifestações políticas ocorridas no último jogo foram espontâneas e não refletem as opiniões tampouco o direcionamento da torcida.

O fato de não nos posicionarmos com relação aos presidenciáveis, não nos coloca como uma instituição indiferente aos rumos do país, ou às mazelas sociais que assolam o povo Brasileiro.

Entretanto, cientes das nossas limitações e dos princípios que nos constituíram, focamos toda a nossa capacidade organizativa e de mobilização, para lutar pela redemocratização do grande Corinthians e da nossa instituição!

Sem mais para o momento,

A DIRETORIA

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