Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Aquele que executa de bom grado as ordens escapa ao lado penoso da submissão: fazer o que nos repugna”
Sêneca: foi um filósofo, escritor e político romano
———————————-
Reinaldo Carneiro Bastos presidente da FPF determina que árbitros federados assinem: Termo de compromisso e de uso de nome, imagem e som.

Concordando
O aceitante permanecerá. Não acolhendo. Reinaldo lhe dirá: Tchau! você já era.
Documento
Clique no link a seguir para ter acesso à integra do documento:
Termo_Uso_Imagem_Arbitragem_2023
—————————–
32ª Rodada da Série A do Brasileirão 2022 – Sábado 15/10
Flamengo 1 x 0 Atlético-MG
Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)
VAR
Thiago Duarte Peixoto (SP)
Item Técnico
Deixou passar batido a penalidade máxima cometida pelo flamenguista Varela no lance que a bola vinda de um cruzamento, tocou no braço esquerdo, espertamente elevado.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para flamenguistas
Domingo 16/10
Palmeiras 0 x 0 São Paulo
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (FIFA-SP)
VAR
Daiane Caroline Muniz dos Santos (FIFA-SP)
Item Técnico
Acertou ao acatar pedido do VAR para rever lance da mão na bola proporcionado pelo são-paulino Calleri; que no ato nada marcou. Penalidade: batida por Scarpa defendida pelo golquíper
Ressalto
Que o árbitro esteve correto ao deixar o jogo fluir nos lances em que ocorreu choque não agressivos as leis do jogo
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 04 para alviverdes, incluso o contumaz e indisciplinadíssimo técnico Abel Ferreira.
Vermelho direto e correto: 1º – Ferraresi defensor são-paulino por ter desferido consciente cotovelada no oponente Danilo.
2º – Beraldo defensor são-paulino no instante que impediu oponente Endrick de prosseguir no lance com possibilidade de marcar gol.
Segunda Feira 17/10
Red Bull Bragantino 0 x 2 Santos
Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva (MG)
VAR
Daiane Caroline Muniz dos Santos (FIFA-SP)
Item Técnico
Quando de um ataque da equipe santista, claramente, Madson se lança ao solo insinuando ser atingido por oponente; em cima e de frente pro lance: arbitro caiu na cilada.
Prontamente
VAR pede pra rever o fato, lá chegando: viu reviu e, retroagindo determinou cobrança de escanteio
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para bragantinos e 04 para santistas
Vermelho: Correto e direto para Lucas Evangelista defensor bragantinense por falta no oponente maldosa no oponente Madson.
Observação
Evidenciando carência educacional Lucas Cândido deixou de retribuir o cumprimentar do técnico Mauricio Nogueira Barbieri, seguido do libertino gesto de mostrar o dedo médio para os torcedores.
Quarta Feira 19/10 – Copa do Brasil 2022: Segunda e decisiva partida final
Flamengo 1 x 1 Corinthians. Final dos noventa minutos
Decisão por Penalidade máxima
Cobrada 14 penalidades: sete para os dois contendores: findada no placar de 7×6, redundando na vitória do Flamengo e conquista da Copa do Brasil ano 2022.
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)
VAR
Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (FIFA- RN)
Item Técnico
01-Acertou por ter corroborado com assistente 02: Bruno Boschilia (FIFA-PR) na sinalizar impedimento do flamenguista Gabriel Barbosa no instante que mandou a bola na trave, sobrando pro consorte Arrascaeta mandar pro fundo da rede
02-Ratificou a sinalização do assistente 01: Raphael Pires (FIFA-GO), determinando impedimento do flamenguista Gabriel Barbosa no lance que seu consorte Everton chutou a redonda pro fundo da rede
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para rubro-negros; idem para alvinegros.
No todo
Eficiente desempenho do árbitro, acoplado com os assistentes.
Versão em vídeo da Coluna
Por conta de compromissos do blog na luta pela Democracia, a versão em vídeo da coluna será adiada para semana que vem, no dia e horário habitual.
Contamos com a compreensão de todos.
Política
Orçamento secreto, aberração às claras

Além de fazer uso obscuro de dinheiro público, parlamentares convertem Orçamento em instrumento de jogadas paroquiais e renegam as noções básicas de governo e planejamento Aberração dentro de uma aberração, o debate sobre como carimbar e blindar programas de interesse de parlamentares é mais um capítulo da escandalosa história do orçamento secreto. A aberração inicial é manejar dinheiro público sem mostrar claramente sua destinação e os critérios seguidos. Transparência no uso de recursos públicos é mandamento constitucional. É, portanto, regra incontornável, exceto em casos muitíssimo especiais, quando esteja envolvida a segurança nacional. A aberração seguinte é subordinar o Orçamento da União a interesses político-eleitorais de senadores e deputados, como se o projeto orçamentário fosse um bufê para deleite de suas excelências. Geradas pelo trabalho dos contribuintes, finanças municipais, estaduais e federais só podem ser usadas de forma decente e constitucional para fins concebidos como de interesse coletivo.
A estratégia consistiria, segundo mostrou o Estadão, em usar o Plano Plurianual (PPA), preparado no início de mandato de cada governo, para carimbar oficialmente programas de interesses de parlamentares. Esses itens seriam financiados, em cada exercício, com verbas de emendas incluídas no chamado orçamento secreto. Estando sacramentados no PPA, esses gastos ficariam isentos, supostamente, de contestação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pode-se discutir se o Judiciário ficaria realmente impedido de interferir, mas a questão mais importante, de início, é outra.
Convém lembrar, antes de mais nada, o nome oficial do plano financeiro discutido e aprovado anualmente no Congresso Nacional: Orçamento-Geral da União (OGU). Não se pode, exceto por malandragem ou ignorância, contemplá-lo como um “Orçamento-Geral a Serviço dos Parlamentares” nem se deve confundi-lo com orçamentos municipais, estaduais ou regionais. Gastos financiados pelo Tesouro Nacional afetarão, inevitavelmente, paróquias, bairros, municípios, Estados e regiões. Mas devem estar vinculados, primariamente, a objetivos definidos como nacionais.
Construir uma escola num bairro qualquer é geralmente obrigação do município ou do Estado. Mas pode ser função do governo central, se o investimento for parte de um plano ou programa nacional de educação. Essa classificação, no entanto, só será correta se a obra estiver incluída e avaliada em termos de prioridade no planejamento central. Da mesma forma, uma ponte ou viaduto de importância apenas local é assunto para a prefeitura ou mesmo, em alguns casos, para o governo do Estado. Mas uma pequena ponte pode ser, também, parte de um plano nacional de logística e, nesse caso, ser contemplada na programação financeira da União.
Todos esses pontos podem parecer óbvios, mas são geralmente negligenciados quando se examina o Projeto de Lei Orçamentária da União. Senadores e deputados foram descritos muitas vezes como vereadores federais. Essa descrição é adequada quando se considera a atuação dos parlamentares e realça a distância entre as funções do Congresso e as preocupações mais notórias de seus membros. Há exceções, obviamente, e algumas ficaram bem visíveis nas sessões da CPI da Pandemia, mas a paisagem é dominada, no dia a dia, pelo Centrão.
O uso do PPA para blindar interesses pessoais pode ser eficiente. Mas, fora de Brasília, poucos devem saber ou lembrar-se da existência desse plano. Esse documento nunca foi importante nos debates sobre planejamento, uma noção raramente lembrada, nos últimos quatro anos, na Praça dos Três Poderes.
A influência crescente de parlamentares sobre o uso de verbas é descrita, às vezes, como reequilíbrio de Poderes. Mas ninguém deveria entender essa redistribuição de forças como um ganho contra o arbítrio, como ocorreu há séculos. No alvorecer da modernidade, o poder sobre o orçamento foi usado nos Parlamentos para controlar e frear as aventuras guerreiras dos monarcas. Esses parlamentares conseguiram – este parece o fato mais notável – impor algum limite ao absolutismo, restringir a guerra e favorecer a expansão da riqueza sem conhecer as emendas de orçamento secreto.
Opinião do Estadão publicada no dia 19/10/2022
Finalizando
“A impunidade na política, fortalece e imuniza a corrupção no poder”
Axioma de: Ubaldo Santos de Jesus
—————————-
Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-22/10/2022
