A malandragem de Duílio e a justa reinvindicação dos associados do Corinthians

Na última reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians, em meio a alguns bate-bocas, o presidente do clube, em evidente malandragem, disse que não tinha interesse na ampliação do seu tempo de mandato – como pregam alguns de seus apoiadores -, mas que “a mudança não seria golpe se fosse votada e autorizada pelo Conselho Deliberativo e pelos sócios em Assembleia Geral”.
Sim, é golpe.
Os bastidores da política nacional demonstraram, com notoriedade, que é possível golpear a democracia utilizando-se, com esperteza, da ‘legalidade’.
Fosse ‘democrata’ como diz, Duílio, em vez de deixar no ar provável adesão à indecente mudança, trataria de rechaçá-la.
Não o fez, porque não pode.
A Presidência do Corinthians parece ser a tábua de salvação das finanças de sua família, embora, oficialmente, todos trabalhem na condição de voluntários.
Em meio a este debate, associados do clube pedem que a comissão estatutária diminua o tempo de janela para participação nas eleições.
Os novos adquirentes de títulos, dos atuais cinco, precisariam pagar apenas três anos de mensalidades para poderem votar e serem votados.
Apesar de temerário, é justo.
O temor se dá pela efetiva prática de empresários que já concorreram à presidência do Timão de, criminosamente, bancarem mensalidade de vários eleitores.
Porém, a maioria honesta não pode pagar pelos picaretas de plantão.
Que se reduza o prazo e, concomitantemente, até pelo menos o período dos três anos, investigue-se a origem dos recursos (conta bancária) dos pagamentos mensais, proibindo que sejam efetivados em dinheiro vivo.
Não resolverá, mas intimidará alguns praticantes.
O melhor dos quadros seria permitir, dentro de alguma janela, a votação de quem paga o ‘Fiel Torcedor’, ampliando a possibilidade de o presidente eleito representar, efetivamente, o desejo da maioria dos corinthianos.
