R$ 20,1 milhões no bolso de cartola do Galo pode ter mais beneficiados

Ao longo de dez anos (2009 a 2019), Carlos Fabel, ex-diretor de finanças do Atlético/MG, embolsou – do que pode ser aferido, oficialmente – mais de R$ 20 milhões do caixa do clube.
Ao menos, R$ 15 milhões a mais do que indicava o contrato de trabalho.
Neste período, seu cadastro profissional no clube, apesar de cargo diferente, era nas categorias de base.
Há quem diga, porém, que valores ainda maiores podem ter sido pagos ‘por fora’.
Fabel tinha tanta influência nos bastidores que sobreviveu a gestões de três presidentes: Alexandre Kalil (2009 a 2014), Daniel Nepomuceno (2015 a 2017) e Sérgio Sette Câmara (em 2018 e 2019).
Não é difícil entender o ‘prestígio’.
Dentre as três empresas que Fabel utilizava para embolsar dinheiro do Galo estava a Art Sports, que trabalha como ‘linha auxiliar’ da Elenko Sports, de propriedade do agente Fernando Garcia, irmão de Paulo Garcia, dono da Kalunga, ambos parceiros de Andres Sanches, ex-presidente do Corinthians.
Nem todos de boa fama.
Trata-se de uma esperteza conhecida no submundo da bola.
Cartolas que trabalham ‘gratuitamente’ para seus clubes costumam utilizar-se de prepostos, principalmente os ligados a empresas de agenciamento de atletas, para receberem vantagens que, oficialmente, não lhes pertenceriam.
Todos ganham; o clube, sempre perde.
Será o caso?
Os três presidentes precisam, no mínimo, explicar as razões de um agente de jogadores ser o responsável pelas finanças do Galo ao mesmo tempo em que era vinculado às categorias de base, situação que, por si, tornaria qualquer dinheiro embolsado pra lá de suspeito – ainda mais R$ 20,1 milhões.
