A covardia de Abílio Diniz

Abílio Diniz concedeu entrevista à FOLHA confirmando o que dele se especula nos bastidores: empresário sem coragem, afeito a traquinagens – inclusive no submundo do futebol.
Diniz atribui-se ‘isenção’ no trato com o jogo político.
Para o ex-dono do Pão de Açúcar – empresa que perdeu após anos de administração desastrosa – não estar ao lado do Governo, seja qual for, inclusive o do Genocida, é atuar contra o Brasil.
Por conta disso, o empresário não assinou a ‘Carta às Brasileiras e aos Brasileiros, histórico movimento em defesa da Democracia.
A justificativa: tratava-se de um texto contra Bolsonaro.
Defender o Estado Democrático de Direito costuma, de fato, constranger aos que sobrevivem de explorações; também a quem não se preocupa com desigualdades, legislações fiscais ou feche os olhos, por esperteza, ao ambiente reacionário.
Abílio Diniz alega, também, que não foi convidado a assinar a ‘Carta’.
O texto ficou aberto a assinaturas durante longo período, na internet, com mais de um milhão de adesões.
99,9% destas pessoas não foram convidadas.
Entre elas estão ex-presidentes da República que, por óbvio, são mais importantes do que o complicado empresário.
A ‘isenção’ de Diniz pode ser constatada no dinheiro doado por ele – o ‘por dentro’ – nesta campanha eleitoral: dividiu R$ 200 mil para o segundo e terceiro colocados nas pesquisas para disputa do Governo de São Paulo; nenhum real para o primeiro.
Abílio joga duplo com Rodrigo Garcia e Tarcísio – candidato de Bolsonaro – porque deseja que um deles esteja no segundo turno, sem preferência por nome ou coragem de apostar no possível derrotado.
Não importa se as propostas são diferentes.
O objetivo é derrotar Fernando Haddad.
Ponto para o petista.
É sempre importante, para qualquer biografia estar do lado oposto ao de pessoas como Abílio Diniz.
