Ex-atleta do Corinthians é humilhada em Parque São Jorge

Há duas semanas, ex-jogadora de vôlei do Corinthians – mais de uma década defendendo as cores do clube -, dirigiu-se ao Parque São Jorge e, nas catracas, teve o acesso impedido.

A carteirinha, que há anos utilizava, acusou ‘matrícula inexistente’.

Em gestões passadas, o Corinthians criou uma modalidade de associação em que ex-atletas, em reconhecimento aos serviços prestados, poderiam adentrar na sede social e utilizarem-se de todos os espaços, excetuando-se o parque aquático.

Após a humilhação, a ex-jogadora, que não identificaremos, procurou informações sobre as razões pela qual o acesso, permitido por esta carteirinha há quatro anos, estava bloqueado:

“(…) conversei com um amigo, que é conselheiro, e inclusive com o Tio Augusto (Augusto Melo, candidato a presidente nas recentes eleições do Corinthians)… ambos ficaram surpresos”

“Meu amigo conselheiro foi falar com a diretoria e disseram que “deu muita confusão” e eles resolveram acabar/suspender as carteirinhas de ex-atletas”

“Estou muito chateada com isso”

A ‘confusão’, porém, parece seletiva.

Enquanto ex-jogadores de esportes amadores estão sendo impedidos de acessar o Parque São Jorge – soubemos doutro caso, semanas atrás -, os que jogaram futebol são acolhidos com tranquilidade, inclusive na Arena de Itaquera.

É frequente, também, a liberação de torcedores ‘organizados’.

O ex-jogador Basílio, ligado à diretoria, em conversa com associado do Corinthians, revelada ao blog, respondeu:

“Acho difícil isso ter acontecido pois todos ex-jogadores não tem problemas… só ver quem esta se queixando e levantar”

Sob promessa de anonimato, dois diretores do Timão falaram sobre o assunto.

Um deles disse que o clube ‘estava cortando as mamatas’, mas não soube responder as razões do privilégio aos jogadores de futebol; outro falou que não sabia de nenhuma deliberação a esse respeito.

Falamos também com André Negão, um dos caciques do grupo que comanda o Corinthians há quase dezoito anos:

“(…) tem que ver o porque barrou. Ela precisa ir na secretária e ver quem deu essa ordem”

Procurado, o Corinthians não respondeu.

O descaso em cancelar, sem prévio aviso, o acesso de quem defendeu o clube por mais de uma década, além da falta de esclarecimento sobre as razões desta tomada de decisão, evidenciam a pequenez da cartolagem alvinegra.

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