A estranha transação de Gustavo Scarpa

Em 2018, o Palmeiras contratou Gustavo Scarpa, então com 23 anos, que era dos mais promissores jogadores do futebol brasileiro.
6 milhões de Euros (R$ 32 milhões na cotação atual) foi o investimento.
O clube nunca soube, efetivamente, aproveitá-lo.
Ao final deste ano, vencidos cinco anos de vínculo, Scarpa jogará na Inglaterra.
O Verdão poderia tê-lo negociado antes disso, não o fez e nada receberá pela transferência.
A versão oficial é a de que o Palmeiras se deu por satisfeito com o ‘ganho esportivo’ proporcionado por Scarpa ao longo dos anos.
É pouco provável, até pela má utilização do atleta, que seja verdade.
Primeiro porque a presidente do clube é também credora da agremiação e tem a quitação da pendência atrelada, justamente, à venda de jogadores.
Não se tem notícia de que Madame tenha começado a rasgar dinheiro.
Por outro lado, os agentes ligados a Scarpa, entre os quais um filho do ex-comentarista Mario Sergio (vítima do episódio Chapecoense), não possuem fama de bobos, no sentido comercial da palavra.
Receber valores extra-campo, sem que estes reduzam a pendência com o clube, sob a qual incidem juros mensais, não seria, em sendo o caso, mau negócio para Leila Pereira.
Afinal, com a caneta na mão, Madame tem o controle dos pagamentos que ela própria precisa autorizar para dar entrada, no momento e nas condições que bem entender, em seu bolso.

“MAU negócio”
Caro Paulinho, por favor busque se informar: Scarpa não foi contratado com dinheiro da patrocinadora, portanto sua venda não seria usada para abater dívida alguma. Além disso, pouco importa quanto valem 6 milhões de Euros hoje, quando a operação foi paga 5 anos atrás quando 6 milhões de Euros valiam cerca de 24 milhões de Reais. Também não sou fã da dita “madame”, porém fazer mau jornalismo – e, diga-se, recheado de especulações – não ajuda em nada.