O ‘método’ de Vitor Pereira no Corinthians

O trabalho do treinador Vitor Pereira, turbinado por evidente doping financeiro, ou seja, com elenco que o Corinthians não poderá pagar, divide opiniões.
Falamos da gestão esportiva.
Há os que desejem a manutenção de uma base para que o time, que alterna grandes jogos (poucos) com atuações sofríveis, adquira entrosamento.
Outros, com argumentação compreensível, entendem que o revezamento de atletas, adotado por Pereira, se faz necessário para atender ao deplorável calendário de jogos das equipes brasileiras.
As inusitadas boas colocações, ao menos até o momento, nos campeonatos em que disputa, tem ajudado a esconder o extra-campo.
Pereira, além de treinar o Corinthians, atende outros objetivos.
A prioridade, para qual foi orientado antes de assumir o cargo, é movimentar o balcão de negócios alvinegro, do qual retira o sustento seu agente, o iraniano Kia Joorabchian, aliado histórico da diretoria.
É nesse sentido que o treinador tem se arriscado ao escalar jovens da base, atendendo aos anseios da dupla Jaça/Andres Sanches, comandantes informais, embora nada discretos, do departamento.
Nada tem a ver com método e sim com acordo comercial.
Por sorte, em alguns momentos, tem funcionado dentro de campo.
Se, para a oficialidade, a diretoria de futebol do Corinthians é assinada por Roberto Andrade, na prática quem comanda, além dos citados, são os intermediários, principalmente Kia Joorabchian.
Enquanto assim permanecer, a grande massa torcedora fechará os olhos para eventuais tramoias.
Porém, quando a sorte virar, sobrarão as dívidas, principalmente os acordos de comissionamentos, com o clube precisando se livrar de jogadores veteranos e sem as principais promessas, todas sendo negociadas ao exterior.
