Corinthians segue coadjuvante nas discussões relevantes do futebol

Enquanto seu time de futebol, turbinado por doping financeiro (gastando o que não arrecada para pagar) alterna bons a maus momentos nos gramados, mas, apesar disso, se mantém em posições relevantes nas competições em que disputa, o Corinthians, enquanto instituição, segue coadjuvante nas discussões relevantes dos bastidores da bola.
Na reuniões da LIBRA, nome adotado pelos que tentam criar uma Liga de Clubes, Palmeiras e Flamengo dão as cartas.
Duílio ‘do Bingo’ Monteiro Alves somente foi tratado como Presidente de uma agremiação com a relevância do Corinthians quando esteve, num dos encontros, amparado pelo ex-mandatário Andres Sanches.
Nos demais, era visto como preposto exercendo o cargo.
Na última terça-feira (21), não foi diferente.
Representantes da LIBRA e também da dissidência que é comandada, primordialmente, pelo Athlético/PR, estiveram em Brasília para discutir a sincronia da futura Liga com o texto da nova Lei Pelé, que será alterada nos próximos meses.
O presidente do Corinthians, que não compareceu, sequer teria sido convidado.
Bi-campeão mundial, dono de uma das maiores torcidas do Planeta, protagonista principal das transmissões de jogos de futebol em rede aberta, é inadmissível, nesse contexto, que o Timão se submeta a esse tipo de tratamento.
Diz o lema do brasão de São Paulo, em tradução do Latim, que deveria se aplicar ao Corinthians: “conduzo, não sou conduzido’.
Escrever as Leis, não apenas cumpri-las.
Este triste legado de irrelevância política em momento de ruptura – ‘pero no mucho’, como demonstra a participação do presidente da FPF nas reuniões da Liga – com algumas amarras da CBF, pode custar caro ao Corinthians no futuro, além de, no presente, impor-lhe evidente constrangimento.
