Silêncio diante do horror desmascara neo ‘Democracia Corinthiana’

Desde que a presidência do Corinthians foi assumida por Duílio ‘do bingo’ Monteiro Alves, a exploração da marca e símbolo da ‘Democracia Corinthiana’ acentuou-se, principalmente em parcerias comerciais.
O responsável pela indevida apropriação é Adilson Monteiro Alves, que, há anos, sobrevive deste discurso, embora, na prática, o comportamento pessoal seja bem diferente.
Não é difícil, porém, desmascarar essa gente.
Nos anos 80, quando o movimento realmente existiu, jogadores do Corinthians, corajosamente, protestaram contra a Ditadura.
Dentro de campo, nas entrevistas e nos palcos de movimentos sociais.
Detalhe: com os militares no poder.
O que faz a neo ‘Democracia Corinthiana’ dos Monteiro Alves em relação ao desgoverno Bolsonaro?
Inexiste qualquer posicionamento.
Que comportamento teria o Dr. Sócrates se ainda estivesse entre nós?
Eis a diferença.
A ‘Democracia Corinthiana’ dos anos 80 foi um movimento ‘operário’, ou seja, dos jogadores para a diretoria que, diante dos bons resultados esportivos, preferiu não obstá-la.
O que teria ocorrido se o Timão não tivesse conquistado o Paulista de 1982?
A realidade ‘democrática’ de Adilson Monteiro Alves, herdada pelos filhos, todos com litígios judiciais graves ao longo dos últimos anos, em meio a contas e bens bloqueados, é a da exposição do famoso movimento apenas quando comercialmente atrativo, enquanto silencia, para não atrapalhar o negócios, diante de um país arrasado pelo fascismo bolsonarista.

Segundo o que relatam jogadores do time à época, a “democracia corintiana” não era exatamente democrata…