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Blog do Paulinho

Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A verdade dele é tanta quanto há água na peneira”

Provérbio Ucraniano

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A afrontosa desmoralização do SAFESP ajustada pelo juris171consulto, sua vice e diretoria referente à terceirização das escalas dos árbitros para os jogos da OAB que estão ocorrendo em diversas localidades do estado de São Paulo,

Foi confirmada

Com escalas provindas da empresa Total Sports dirigida pelo ex-árbitro e ex-delegado da presidência da FPF João Eduardo;

Depois

De muitos anos do rompimento derivado de problemas financeiro que arranharam o caixa do SAFESP na gestão Arthur Alves Junior.

Reatamento

Sucedido no andamento da presidência do até então vice-presidente Leonardo Schiavo Pedalini.

Detalhe

Desde a campanha eleitoral até consolidação do misterioso terceirizar, João Eduardo teceu várias críticas ao douto juris171consulto.

Anseio

Que a terceirização não tenha sido ancorada no famigerado ‘cala boca’.

Concluindo

A revitalização do SAFESP depende tão-somente dos associados; para concretizá-la: é imperativo tolerar discórdias, abreviadas conversações e tomada de posição.

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4ª Rodada da Série A do Brasileirão 2022

Sábado 30/04

Ceara 0 x 1 Red Bull Bragantino

Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)

VAR

Rafael Traci (SC)

Item Técnico

No ato e corretamente sinalizou o seguir do lance em que houve choque normal de um defensor da equipe visitante com o oponente Richard

Procurando

Pelo no ovo, VAR solicitou que árbitro fosse até o monitor; após ver e rever confirmou: jogo segue.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para cearense e 06 para bragantinos, incluso técnico Mauricio Nogueira Barbieri.

Goiás 2 x 2 Atlético-MG

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (FIFA-RJ)

VAR

Rodrigo D Alonso Ferreira (SC)

Item Técnico

Placar apontava Goiás 1 x 2 Atlético, quando Guilherme Arana defensor atleticano esticou o braço esquerdo  para impedir  a trajetória da redonda, mesmo assim: seu oponente  Apodi conseguiu cabeceá-la passando rente trave esquerda, via TV observei que árbitro daria tiro de meta.

Ligeiramente

VAR cumprindo seu dever comunicou para árbitro rever lance no monitor; lá chegando viu, reviu, voltou e corretamente apontou a marca da cal;

Penalidade

Batida por Elvis, findada no fundo da rede, decretando o placar final 2×2.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 05 para esmeraldinos e 04 para defensores do Galo de Belo Horizonte

Domingo 01/05

Corinthians 1 x 0 Fortaleza

Árbitro: Savio Pereira Sampaio (FIFA-DF)

VAR

Rafael Traci (SC)

Item Técnico

1º – Exerceu corretamente sua função no instante que sinalizou a irregularidade no lance do toque da bola no braço direito do corintiano Junior Morais, que o favoreceu para mandar a bola pro fundo da rede;

VAR

Corroborou com árbitro

2º – Corroborou com o acerto do assistente 01: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (FIFA-BA) no instante que sinalizou a posição de impedimento de um atacante do Fortaleza, que mandou pro fundo da rede redonda rebatida pelo goleiro corintiano

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para alvinegros e 03 para defensores do Leão do Pici.


Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.


Política

Cracolândia, a história sem fim

São Paulo e o Brasil precisam encarar a realidade, ou corremos o risco de sermos engolidos pelos horrores do narcoestado.

Domingo, 21 de maio de 2017. Começa uma megaoperação da polícia na cracolândia, na zona central de São Paulo. Gritaria, corre-corre, bombas de gás lacrimogêneo. Centenas de policiais fazem uma varredura na região e, ao lado de funcionários da Prefeitura e de máquinas retroescavadeiras, desmantelam o cenário de morte e autodestruição humana que, vergonhosamente, convive com a cidade mais rica do País.

O então prefeito, João Doria, gravou um vídeo para as redes sociais. Foi enfático: “A cracolândia aqui acabou, não vai voltar mais. Nem a Prefeitura permitirá nem o governo do Estado. A partir de hoje, isso é passado”. Foi precipitado. Não acabou. Com a dispersão dos usuários, uma nova cracolândia surgiu a menos de 400 metros da antiga, na Praça Princesa Isabel. O tráfico e o uso de crack continuaram. Outras cracolândias brotaram, do Minhocão à Avenida Paulista. Passados cinco anos e alguns prefeitos, muitas promessas e poucos fatos, a coisa só piorou.

Não é possível conviver com uma cidade assustadora: edifícios pichados, prédios invadidos, gente sofrida e abandonada, prostituição a céu aberto, zumbis afundados no crack, uma cidade sem alma e desfigurada pelas cicatrizes da ausência criminosa do poder público. Impõe-se uma ação articulada com todos os atores: governo, Judiciário, sociedade.

A cidade de São Paulo foi demitida por seus governantes. A capital mais rica do País e um dos maiores orçamentos públicos tem sido um retrato de corpo inteiro da ineficiência do Estado. E nós, jornalistas, precisamos mostrar a realidade.

Voltemos ao tema das drogas. A dependência química tem muitas frentes: questões sociais, humanitárias, de saúde, combate ao crime, fortalecimento das entidades de recuperação de adictos, batalhas jurídicas e enfrentamento dos dogmas ideológicos. Basta pensar, amigo leitor, na gritaria contra as internações compulsórias. Sem decisão livre, por óbvio, não há recuperação consistente. O dependente precisa querer. Mas, para exercer a liberdade, é preciso ter um mínimo de capacidade de discernimento. A internação compulsória, não indiscriminada e feita com aval psiquiátrico, pode representar a ruptura das algemas que aprisionam o dependente num círculo infernal.

A política transformou-se num espetáculo. A discussão das ideias e dos planos de governo sucumbiu às interdições da ditadura politicamente correta e às regras ditadas pela produção de um show. Temas relevantes para o futuro da sociedade primam pela ausência. Não se discute um projeto sério para a segurança pública, não obstante a surpreendente desenvoltura das facções criminosas. Enquanto isso, caro leitor, a violência avança impune e seu principal estopim, o mercado das drogas, continua fora da agenda pública.

Multiplicam-se, paradoxalmente, declarações otimistas a respeito das estratégias de redução de danos. O essencial, imaginam os defensores da nova política, não é a interrupção imediata do uso de drogas pelo dependente, mas que ele tenha uma melhora em suas condições gerais. A opção pela redução de danos pode ser justificada em determinadas situações, mas não deve ser guindada à condição de política pública.

Mas os “vanguardistas” não desistem. Eles têm voz e voto dentro do Supremo Tribunal Federal. Defendem, irresponsavelmente, a criação de locais especiais de “uso seguro” das drogas para dependentes graves. Nesses espaços não haveria repressão ao consumo. Os viciados seriam estimulados a substituir drogas pesadas por outras supostamente leves, como a maconha. A pretensa inocuidade da maconha termina, muitas vezes, no sequestro da esperança e do futuro.

Observa-se, na contramão da realidade que grita nas trágicas esquinas das cracolândias, um crescente movimento a favor da descriminalização das drogas, sobretudo da maconha. Bandeira frequentemente agitada em certos setores do entretenimento e em alguns redutos de profissionais da saúde pública, a descriminalização não ajudará nada. Ao contrário. Agravará, e muito, o drama das pessoas e da cidade.

A verdade precisa ser dita. Não se pode sucumbir à síndrome de avestruz quando o que está em jogo é a vida das pessoas. O hediondo mercado das drogas está dizimando a juventude. Ele avança e vai ceifando vidas nas cracolândias, nos barracos da periferia abandonada e no auê dos bares e boates frequentados pela juventude bem-nascida. Movimenta muito dinheiro. Seu poder corruptor anula, na prática, estratégias meramente repressivas. A prevenção e a recuperação, as únicas armas eficazes em médio e longo prazos, reclamam apoio mais efetivo do governo e da iniciativa privada às instituições sérias que lutam pela reabilitação de dependentes. É sempre melhor apoiar o que já funciona do que cair na tentação de criar novas estruturas.

Carlos Alberto Di Franco – Publicado no Estadão do dia 02/05/2022

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Findando

“A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência humana”

Frase do 14º Dalai Lama líder espiritual do budismo tibetano

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-07/05/2022

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