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Blog do Paulinho

Democracia Corinthiana tem sido usada, sem escrúpulos, como puro marketing

Duílio e Adilson Monteiro Alves

Da FOLHA

Por JUCA KFOURI

Corinthians lança campanha que seria útil se tivesse alguma credibilidade

No país da piada pronta, embora ultimamente com mais motivos para chorar que para rir, o Corinthians entrou em greve de silêncio e aproveitou para ampliá-la para o futebol.

Levou um baile do Palmeiras e não precisou se justificar porque resolveu calar a boca e suas redes sociais.

A iniciativa veio tão a calhar que há quem jure ter sido pensada exatamente por se prever a derrota no dérbi.

Tudo por partir de quem parte, de uma diretoria sem nenhuma credibilidade, que convive alegremente com contraventores, embora também com alguns magistrados, o que fala mais dos segundos que dos primeiros.

A ideia, em tese, é correta: denunciar a violência no futebol que cresce a olhos vistos, com ameaças e agressões a jogadores, comissões técnicas e cartolas; e combater a indústria de notícias falsas ou a busca desesperada por cliques.

Fosse o padre Júlio Lancelotti o responsável pela campanha e ninguém de boa vontade contestaria.

Na boca da cartolagem alvinegra não pega.

Porque faltam informações essenciais que deem respaldo à iniciativa.

Comecemos pelo começo.

Do que vive o presidente do Corinthians?

Por que recebe torcedores sabidamente violentos?

Por que não fala a verdade sobre a situação econômica do clube?

Por que vive garantindo que a situação do estádio está em vias de ser resolvida e cada vez mais os fatos mostram o contrário?

Por que deixa as categorias de base nas mãos em que estão?

Nada melhor que uma greve de silêncio para evitar perguntas incômodas e fugir de dar respostas verdadeiras.

Porque poucos clubes produzem tantas notícias falsas como o Corinthians ou têm tanta gente em sua diretoria e conselhos de quem não se compraria um carro usado.

Daí a campanha corintiana parecer fadada a ser um tiro n’água.

A Democracia Corinthiana faz 40 anos neste 2022 e tem sido usada, sem escrúpulos, como puro marketing — sem uma palavra contra o governo de extrema-direita que nos assola.

A imagem de Sócrates, o exemplo de Wladimir e o ativismo de Casagrande sobrevivem. Mas só os deles.

Jaça e Marcio Bittencourt

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