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Viola e o terror

Na década de 90, o atacante Viola, principalmente no Corinthians, era extremamente popular e divertia a todos com suas criativas comemorações de gols.

A mais conhecida foi a imitação de porco numa final contra o Palmeiras; a mais emocionante: a volta olímpica no estádio do Pacaembu segurando a bandeira do Brasil sob o som do ‘tema da vitória’ em homenagem a Ayrton Senna, que havia morrido dias antes.

Este jornalista presenciou os dois momentos.

Viola é oriundo da pobreza e, por sorte e talento, foi escalado na final do Paulistão de 1988, ocasião em que, ainda menino, assinalou o gol do título corinthiano diante de um Guarani estrelado.

O auge da carreira ocorreu ao participar de uma final de Copa do Mundo, em 1994, convocado por pressão popular, deixando Ronaldo, que ainda não era fenômeno, sem jogar um segundo sequer na conquista do torneio.

Todo esse preâmbulo para deixar clara mais uma decepção com um ídolo esportivo.

O apoio de Viola a Bolsonaro, expressado em vídeo, atenta contra a alegria que proporcionava aos torcedores e, principalmente, a sua própria origem, que deveria fazê-lo entender melhor as agruras de quem é oprimido.

Preto, o atacante votou – como declarou – e seguirá votando em notório racista.

O alegre grito da Fiel ‘Viola é o terror’ trocado pela tristeza de ‘Viola e o Terror’

Triste retrato da ignorância que aflige grande parte dos esportistas brasileiros, embora alguns deles, como nos casos das ONGs de Sheik e Daniel Alves, aprontem também por esperteza.

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