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Corinthians e Barcelona

Há alguns anos, logo após a ascensão de Andres Sanches ao poder no Corinthians, Raul Corrêa da Silva, então diretor financeiro, anunciou suposta parceria do clube com o Barcelona, que, descobriu-se depois, nunca existiu.

Tempos depois, Sanches declarou que deixaria o Timão entre as cinco maiores agremiações do planeta.

A realidade se impôs, entre desmandos e falcatruas conhecidas, e o Corinthians, devedor de mais de R$ 2 bilhões (contando a pendência do estádio) sequer consegue, atualmente, se colocar nessa condição entre os times brasileiros.

No último final de semana, negócio fechado pelo Barcelona, que sequer está em seu melhor momento esportivo, estabeleceu bem a diferença entre sonho e realidade.

Os catalães assinaram acordo com o Spotify para ‘naming-rights’ de sua Arena e também patrocínio de camisa.

O ‘pacote’ custará à plataforma de streaming R$ 360 milhões anuais.

A diferença para o Corinthians, que possui mais torcedores e, em consequência, consumidores, é gritante.

O Timão diz receber da Hypera Pharma, pelos ‘naming-rights’ de Itaquera, R$ 15 milhões ao ano, enquanto pelo acordo principal na camisa, com a TAUNSA, R$ 18 milhões.

Somados, os valores perfazem irrisórios R$ 33 milhões.

Menos de 10% do que o Barça embolsará.

Existem ainda outras diferenças relevantes:

  • o Spotify é, comprovadamente, uma das maiores empresas do planeta;
  • a Hypera trata-se de nova razão social da Hypermarcas que precisou mudar de nome após denúncias de falcatruas que culminaram em mandado de prisão a seu principal acionista;
  • a TAUNSA foi criada apenas em setembro de 2021 e é desconhecida no seu próprio mercado de atuação.
  • ao receber dinheiro do Spotify o Barça prestará contas, como de hábito, a seus conselheiros e gestores;
  • O Corinthians nunca comprovou a quitação da primeira parcela da Hypera;
  • A TAUNSA está inadimplente no contrato da camisa do Timão sem previsão alguma de pagamento.

Ou seja, além de negociar melhor e apenas com empresas relevantes – por valores dez vezes maiores do que o Corinthians, o Barcelona recebe em dia e pode se programar melhor para a realização de investimentos.

Não se trata nem de ter uma diretoria mais transparente do que a do Timão – até porque existem pilantras lá como cá, mas de entender e fazer impor, na mesa de negociação, o real tamanho da agremiação.

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Um comentário sobre “Corinthians e Barcelona

  1. Divanio Costa Soares

    O Corinthians é o espelho do Brasil: casa da Maria Joana, isso desde a época da porcaria do PT. Uma vergonha.

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