As cobras que picaram o Corinthians

Andres Sanches e Jaça

A 400 metros do Parque São Jorge, na mesma rua da sede social do Corinthians, o notório contraventor Jaça, diretor informal das categorias de base do clube, resolveu escancarar seu desamor pela agremiação.

Inaugurada há poucos dias, a ‘Arena 33’ bem poderia se chamar ‘Arena Cobra’, que é a representação do numeral no Jogo de bicho.

Ou talvez, dizem alguns, a definição da personalidade do proprietário.

Se antes Jaça embolsava do Timão sob as sombras, decidiu agora fazê-lo às claras, como concorrente direto do clube.

O novo estabelecimento, que mantém em sociedade, no papel, com Gilmar Aparecido Iglesias Abrami, também conselheiro alvinegro, tem bar e restaurante, aluga quadras e até aulas de skate promove (o Corinthians, há pouco tempo, também as instituiu).

Fora da formalidade, comenta-se que um dos sócios seria o ex-jogador Neto, que mantém, desde os tempos de atleta, estreitíssima relação com o bicheiro.

Em sendo verdade, teríamos a cobra e o cobra, no sentido de ‘craque’, apelido auto-definido pelo próprio.

Concomitantemente à abertura física da Arena 33 Ltda, que, formalmente, existe desde 07 de outubro de 2021, com capital social declarado de R$ 100 mil, estranhamente, no último dia 17 – há apenas duas semanas, Jaça constituiu, no mesmo endereço, a 33 Instituição de Pagamento LTDA, com mesmos recursos e sócios declarados.

Parece até cambalacho.

Não se sabe, oficialmente, a origem dos recursos e objetivos da junção dos empreendimentos.

Extraoficialmente, ninguém tem dúvida.

Cobra na cabeça e jogador de futebol no bolso, às custas dos prejudicados.

Na festa de inauguração, sem dar bola para o que Jaça, efetivamente, representa para o Corinthians, a nata da atual cartolagem alvinegra se esbaldou com comes, bebes e demais benesses.

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