O Palmeiras e o Mundo

Inicia-se, daqui poucas horas, a nova edição do Mundial de Clubes da FIFA, tendo como protagonistas óbvios Chelsea, Palmeiras e Monterrey.
É pouco provável que dois deles não estejam na final.
Corre por fora o Al Ahly, mas dependente de nova e improvável tragédia palestrina.
Tomara, o Palmeiras tenha aprendido a lição do vexame de 2021, quando, tropeçando nos nervos, sequer garantiu a terceira colocação do torneio (perdendo a decisão, exatamente, para os citados egípcios).
Na bola, levando-se em consideração o que se observa nos campeonatos locais e também nos continentais, o Chelsea parece melhor do que o Palmeiras.
Num campeonato de pontos corridos, seria favorito.
Em partida única, o Palmeiras pode surpreender.
Mas, para isso, o passado, norteado pelo peso de fracassos anteriores ou do sucesso fabricado em 1951, precisa ficar longe do presente, em que os jogadores devem pensar, apenas, em se doar o máximo possível para vencer.
Há tempos, desde que o Corinthians superou, concidentemente, o mesmo Chelsea, e trouxe para o Parque São Jorge sua segunda conquista mundial, o nível das equipes mais relevantes não era tão próximo.
De 2013 a 2021, seja qual fosse o representante das Américas, não havia a menor possibilidade de êxito, pois eram clubes comuns em combate com verdadeiras seleções continentais.
O máximo possível era evitar o vexame, que o Santos, com Neymar e tudo, não conseguiu ao ser humilhado pelos quatro a zero do Barcelona, que poderiam ter sido mais do que o dobro.
Esse Chelsea é superior ao de 2012 e inferior aos europeus posteriores.
Numa boa noite (tarde no Brasil), se vontade e futebol estiverem na mesma sintonia, o Palmeiras possui chances – maiores que as anteriores – de conquistar o planeta pela primeira vez em sua gloriosa história.
