Ata de reunião explicita omissão de Comissão que julgou conselheiro misógino do Corinthians

Andres Sanches, André Negão e Mané da Carne

Em 16 de dezembro, a Comissão de Ética e disciplina do Corinthians arquivou investigação contra o conselheiro Manoel Ramos Evangelista, vulgo ‘Mané da Carne’, que havia desrespeitado duas conselheiras, Analu Tomé e Suzy Miranda, ao realizar postagens depreciativas, e, em tese, criminosas, contra mulheres.

Três dias antes, declaração de André Negão, presidente do órgão, em reunião do Conselho, apontava para a punição:

“(…) se o conselheiro fizer algo de errado, o mesmo será processado”

Palavras jogadas ao vento.

Presidida por Negão, a Comissão, amparada em relatório de advogado do acusado, rejeitou as acusações e encerrou a questão.

Ou seja, para todos, Mané da Carne não fez nada de errado.

Abaixo as afirmações que levaram o conselheiro a ser acionado na Comissão:

“(vai) arrumar um tanque de roupa para se divertir”

“Agora, puseram uma Lei Maria da Penha que, se puser qualquer coisa, se disser um ‘ó’ pra elas, elas vão (…) ‘ah, machista’, e elas estão me julgando agora. Elas podem tudo e nós não podemos nada. Mas, comigo não tem esse negócio, não. Se uma mulher me ofendeu, vou pra cima dela e dou-lhe murro mesmo”

Vale lembrar que são membros dos grupos de comunicação em que os atos de misoginia foram, explicitamente, cometidos, desembargadores, juízes, promotores, delegados, investigadores e PMs.

Nenhum deles cumpriu a obrigação.

O que ocorreria se alguma conselheira resolvesse dizer no grupo verdades conhecidas de muitas dessas ‘autoridades’?

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