Clubes querem vender a alma para outro Diabo

Por razões nada nobres, os clubes, em meio a pandemia, decidiram pela criação de uma Liga que tomaria da CBF o comando do Campeonato Brasileiro.
Em tese, uma excelente ideia.
A prática, porém, segue os padrões da cartolagem nacional.
Em alguns casos por falta de competência, noutros, por excesso de esperteza, a suposta união nunca avançou e, por algum tempo, esfriou.
Fala-se agora que, até o próximo dia 15, um grupo denominado ‘Cojada Sports Kapital’, constituído, oficialmente, apenas em 18 de maio de 2021, com ínfimo capital social de R$ 20 mil, aportaria dinheiro do fundo americano ‘Advent International’, que, há algum tempo, investe no mercado brasileiro.
Algo em torno de R$ 6 bilhões por 25% da Liga, condicionado a um vínculo (na gestão) de, no mínimo, 75 anos.
Eis o pulo do gato.
A ‘Cojada’, criada tão às pressas que utilizou, sem criatividade, o nome do endereço comercial como ‘razão social’ (Rua Cojadas, nº 207, Leblon, RJ), está registrada em nome de Flávio Zveiter, tendo ainda como sócios Ricardo Fort, ex-vice-presidente de marketing da Coca Cola, mas também parceiro do famoso ‘Baka’, homem de confiança da cartolagem da CBF, além de Lawrence Magrath, ex-vice de marketing do Fluminense.
Os bastidores da bola conhecem bem essa gente.
Principalmente o sobrenome Zveiter, que, seja pela atuação de Flávio, ex-presidente do STJD, ou de seus parentes, todos ligados ao judiciário, sempre frequentou páginas desairosas do noticiário nacional.
Essa espécie de negociação da alma com outro Diabo, assinada, previamente, por 16 clubes, é exatamente o oposto do que se espera de mudança no futebol nacional, principalmente no que diz respeito a profissionalismo.
Zveiter é garantia de hábitos combatidos, há tempos, no esporte.
O feudo do STJD, em que, há décadas, os Zveiters deitam, rolam e, dizem, jogam bola, está aí para comprovar.

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