‘Portal da Transparência’, prometido pelo Corinthians, terá nota fiscal dos ‘naming-rights’?

A diretoria do Corinthians promete, para 2022, o lançamento de uma espécie de ‘Portal da Transparência’, apesar de possuir, há alguns anos, site com a mesma nomenclatura no portal oficial do Timão.
Se operado de maneira semelhante, será fumaça para encobrir o incêndio.
Poucos meses após lançado, ainda na primeira gestão de Andres Sanches, foram sonegadas informações relevantes, entre as quais o percentual do clube sobre os direitos econômicos de jogadores e, principalmente, os nomes dos agentes que dividiram a bolada – por conta da repercussão dos fatos no Blog do Paulinho.
Com o tempo, outros dados importantes foram, sorrateiramente, subtraídos, entre os quais os balanços de anos mais antigos.
Para demonstrar seriedade, o primeiro documento postado nesse ‘novo’ espaço deveria ser a comprovação de pagamento da primeira parcela dos ‘naming-rights’ do estádio de Itaquera.
O documento inexiste nos balanços de Corinthians, Arena Fundo e Hypera Pharma.
Deve haver alguma explicação.
Aproveitando o discurso de transparência, seria de bom tom que todas as atas de reuniões do Conselho fossem publicadas, ou, melhor: a transmissão, ao vivo – como ocorre noutros clubes – deste encontro de conselheiros.
Com essa iniciativa o torcedor alvinegro saberia quem estaria, de fato, trabalhando contra o clube e, principalmente, os poucos que se arriscam a defendê-lo.
Interessante, também, se os cartolas, que trabalham ‘gratuitamente’ em Parque São Jorge, disponibilizassem suas fontes de renda.
Mostrar somente o que convém – dando ar de integridade, para esconder o que é mais importante, é tática surrada de gestões que utilizam a ‘transparência’ apenas como slogan de campanha.
Para enxergar a diferença entre discurso e realidade, basta observar o comportamento de todos, inclusive o do compliance – citado pela diretoria como mentor do novo site – em recentes negócios alvinegros.
